Um estudo revela que os esquilos são organizados na hora de armazenar as suas nozes

O amor que os esquilos têm pelas nozes já serviu de tema inclusive em uma sequência de filmes de animação, A Era do Gelo. Esse alimento apresenta um prazo bem longo de validade, sendo por isso que os esquilos armazenam as nozes e passam os tempos mais difíceis, tendo alimentos para as suas refeições.

Uma espécie chamada de esquilo-raposa, que é encontrada frequentemente na América do Norte, esses animais chegam a armazenar cerca de dez mil nozes anualmente. Para arrumar toda essa quantidade, eles acabam adotando o hábito de separar esse alimento, analisando determinados fatores como a qualidade das nozes, a quantidade e a predileção deles.

Esse estudo foi feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, e segundo eles, esses animais acabam seguindo o método do chunking, que é um sistema humano de memorização, que fragmenta um objeto que possui um tamanho maior, em conjuntos internos menores. Esse método lembra a forma que utilizamos para gravar o número de um telefone, quando memorizamos o DDD, e depois dividimos os números em duas sequências de quatro números. Foi observado que os esquilos adotam esse esquema para não esquecerem o lugar certo, onde estão armazenadas as melhores nozes e também onde elas ficam escondidas, para que nenhum animal esperto, venha roubar os seus preciosos alimentos.

A co-autora da pesquisa, Lucia Jacobs, declarou através de um comunicado, que os esquilos aparentemente usam o método do chunking da mesma maneira que os humanos, quando separam por prateleiras os diferentes tipos de alimentos. Então quando se deseja um determinado ingrediente ou alimento, fica mais fácil saber em qual prateleira procurar.

Os pesquisadores estudaram durante dois anos cerca de 45 animais da espécie de esquilo-raposa, em locais nas proximidades da Universidade da Califórnia. O objetivo era compreender a lógica que esses animais adotam na hora de separar as suas nozes.

Em um dos testes realizados,  os esquilos  receberam dezesseis nozes, divididas em quatro. Primeiramente foram distribuídas as amêndoas, seguidas pelas nozes-pecãs, depois por avelãs e por último pelas nozes. Os demais animais ganharam as suas nozes de maneira aleatória.

Sendo observados através de um GPS, os cientistas puderam acompanhar o lugar de partida do animal, até o local onde eles escondiam o seu alimento. Dessa forma os pesquisadores montaram um mapa, onde era possível determinar a organização das nozes por categoria e encontrar um padrão onde estavam escondidos esses alimentos.