Trabalhadores de nível técnico são mais procurados na retomada da indústria

Um novo levantamento realizado pelo Senai – Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial, revelou que os trabalhadores com nível técnico foram os que mais conquistaram empregos dentro do setor industrial. O nível técnico teve mais contratações que o nível de ensino superior nesses primeiros seis meses do ano.

A pesquisa ainda revelou que as atividades que estão mais relacionadas com a linha de produção industrial, como os operadores e os técnicos de vendas e manutenção, voltaram a contratar mão de obra. Já as vagas para níveis superiores como diretores e engenheiros ainda são poucas. Dentre as 10 áreas que correspondem o ramo da engenharia, a pesquisa revelou que apenas três delas registraram abertura de vagas dentro do mesmo período.

O especialista, Rafael Lucchesi, que é diretor-geral do Senai, disse que esse aumento de vagas no setor industrial tem grande influência com o aumento do consumo das famílias. Além disso, o especialista afirmou que os dados são um reflexo de uma recuperação tanto do setor industrial quanto da economia.

“O sistema de emprego, via de regra e em qualquer atividade, é piramidal. Por exemplo, você tem um professor titular, alguns adjuntos, vários auxiliares e ainda mais alunos. Então, é claro que você tem um contingente maior de operadores, de funções mais subalternas. Com qualificação técnica superior a 200 horas, um número intermediário. Aí, um número menor de técnicos, e ainda menor de engenheiros”, explicou Lucchesi.

O diretor do Senai revelou que a distribuição do trabalho feita dentro da indústria também é responsável por cortar as vagas de emprego que necessitam de menor qualificação em momentos de crise econômica. Sendo assim, as vagas de níveis técnicos também são as primeiras a terem vagas ofertadas pelo setor quando a economia demonstra recuperação.

O Senai apresentou um estudo recentemente alegando que o Brasil precisará de 13 milhões de trabalhadores qualificados para ocupar vagas industriais até o ano de 2020. O órgão apontou que haverá necessidade em qualificar trabalhadores até o ano em questão para que a oferta de vagas para o setor seja preenchida. O estudo ainda apontou que grande parte dessa qualificação será referente a uma requalificação, que é o caso de quando uma pessoa já é apta em algo, mas precisa ter um curso novo para se manter no mercado de trabalho.