Teste de qualidade identifica fraude em sete marcas de azeite

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Cada vez mais o povo brasileiro tem assistido às notícias sobre fraude alimentícia. A maior delas esse ano ficou por conta da carne estragada, no entanto, um teste de qualidade em azeites realizados pela Proteste, revelou que sete marcas do produto extravirgem não corresponde as normativas, portanto foram considerados fraude contra o consumidor. As marcas reprovadas apresentavam misturas na composição do produto, parte era composto por óleos vegetais, e parte por óleos de origem animal. Uma delas ainda constava a classificação errada no rótulo.

No final, sete das 24 marcas avaliadas, foram classificadas como fraudes, e uma delas foi classificada como “produto não indicado para compra”. As marcas analisadas que cometeram fraudes são: Pramesa, Figueira da Foz, Torre de Quintela, Lisboa e outras três que abriram uma liminar na Justiça para impedir a divulgação de seus nomes. A análise feita em laboratório revelou que as marcas citadas praticaram um crime contra o consumidor ao adicionar outros tipos de óleos na composição que deveria ser apenas de azeite extravirgem.

Além do ato de enganar o consumidor com um produto fraudulento, o azeite extravirgem (composto unicamente pela gordura da azeitona) que favorece a saúde em diversos aspectos, quando fraudado pode causar diversos problemas de saúde para o individuo que o consome. Essa prática mostra a falta de respeito com que essas empresas tratam os seus clientes, pois vendem um produto adulterado que é muito importante para a saúde.

Os responsáveis por fazer a análise das marcas foram: “Mapa – Ministério da Agricultura”, e “COI – Conselho Oleícola Internacional”. Eles constataram que as marcas fraudulentas são lampantes, ou seja, impróprios para o consumo humano. Esses azeites são usados mais comumente nas indústrias, pois sofrem processos químicos de aquecimento que tornam os azeites prejudiciais a saúde humana.

Outra marca acusada criminalmente por cometer fraude contra o cliente foi a Beirão. O azeite da marca apresentava a informação extravirgem no rótulo, no entanto, a análise revelou que o azeite tratava-se de apenas virgem. Por isso a marca foi classificada como não recomendada.

Outras avaliações sobre a composição de azeites vendidos nos mercados foi realizada nos anos de: 2002, 2007, 2009, 2013 e 2016. Essa é a sexta avaliação realizada sobre esses produtos. Na avaliação anterior, oito marcas foram reprovadas dentre as 20 analisadas. Neste ano, as marcas testadas foram: Borges, Beirão, Carrefour Discount, Broto Legal Báltico, Andorinha, Carbonell, Figueira da Foz, Cardeal, Filippo Berio, Cocinero, Gallo, La Violetera, O-Live, La Española, Qualitá, Renata, Pramesa, Taeq, Serrata, Torre de Quintela e Tradição. Ainda foram analisadas três outras marcas que impediram a divulgação de seus nomes.

Tirando as sete marcas reprovadas, todas as outras foram aprovadas por estarem dentro dos parâmetros avaliados. Dentre as marcas que tiveram bons resultados, a marca O-Live & CO, foi a que mais se classificou como “escolha certa” na avaliação, pelos critérios: qualidade e preço. Seguido das marcas Carbonell e Andorinha.

 

Veja também as marcas aprovadas e reprovadas na avaliação de 2016.