Snapchat está sendo clonado pelo Facebook?

Serviços similares e funções pegas emprestadas pela maior rede social ganharam destaque

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Quem está acostumado com o Snapchat conhece bem uma de suas funções que é o envio de imagens e vídeos efêmeros – se autodestroem em pouco tempo. Sucesso entre jovens, o app do fantasminha está sendo alvo de suposta clonagem, isso porque o Facebook também adotou a medida usando o mesmo nome de aplicativo: Stories, para IOS e Android.

 

E não é de hoje. Desde que o Snapchat foi lançado, ele e o Facebook parecem travar uma batalha sobre quem lança o melhor aplicativo no mercado – cada um com as suas particularidades -, visando atingir o seu maior público: Jovens. Segundo Brian Blau, vice-presidente de Pesquisas da Gartner, em entrevista ao G1, o recurso não era intuitivo para usuários maduros, mas o Facebook, focado em comunicações sociais, percebeu que serviços como o Snap poderiam ser uma ameaça, já que ganham escala.

 

A estratégia adotada pelo Facebook teve início em 2012

A batalha começou em setembro de 2011 com a chegada do Snapchat. No ano seguinte, o Facebook estreava o “Poke”, aplicativo que permitia o envio de fotos e vídeos que se expiravam em poucos minutos. Era dada a largada para o início da estratégia da maior rede social para não perder público jovem.

A partir daí, outros recursos do Snap foram parar na rede de Mark Zucherberg, tais como:

SLINGSHOT – Envio de imagens que sumiam após um tempo; O diferencial é que para ver a imagem enviada pelo amigo era necessário enviar outra.

BOLT – O aplicativo apareceu no Instagram, mas para cancelar o envio da imagem bastava chacoalhar o celular.

FLASH – Imagens e vídeos que somem após terem sido enviados por esse aplicativo de bate-papo.

Nem todos esses vingaram, como o Slingshot, por exemplo, mas o Instagram, em 2016, lançou o Stories e conquistou um grande público em cinco meses, o que o Snapchat angariou em anos. Para Kevin Systrom, um dos cofundadores do Instagram, Facebook não copiou o Snap, porque a questão é o que a empresa faz com o formato. O gerente de produtos do Facebook, Sachin Monga, concordou com Systrom e ainda acrescentou que as imagens efêmeras são só mais uma maneira de disseminar conteúdo.

“Nós devemos ser cuidadosos e não dar muito crédito ao Snapchat”, afirmou Raul Castanon-Martinez, analista da firma de pesquisa do 451 Research.

Para Castanon-Martinez, esses recursos trazidos do Snapchat poderiam muito bem estarem nos planos do Facebook, pois, segundo Brian Blau, quando um recurso está sendo desenhado, os arquitetos podem chegar a conclusões similares, mas sem chegar a uma definição de como apresentar a função. Ele deu o exemplo da linha do tempo do Facebook, formato replicado por outras mídias, e disse que a rede não inventou a ordem dos conteúdos baseada no tempo. A pergunta oculta por trás dessas palavras seria: A rede social não acusou ninguém de copiar seu recurso, por que agora acusam-na de clonagem?

Outros recursos foram “clonados” pelo Facebook, como o Lenses, do Snapchat, que aplica filtros animados nas imagens. No facebook, ganhou o nome de “Masquerede”.