Placentofagia está sendo uma opção para as mulheres

Placentofagia nada mais é que a ingestão da própria placenta após o parto, com o objetivo de aliviar sintomas de depressão vividos por muitas mulheres e também para ajudar a aumentar a produção de leite. Além de tudo isso, a prática também permite combater o cansaço e repor os nutrientes perdidos durante o parto.

Esse processo existe a algum tempo sendo mais comum nos Estados Unidos, se tornando cada vez mais popular no Brasil, onde a prática pouco conhecida ainda é considerada estranha. Somente a mais ou menos 2 anos a prática se tornou verdadeiramente uma opção para as mulheres. Ainda sem comprovação científica sobre os benefícios da ingestão da placenta, a prática é feita por algumas mulheres por possuir um alto teor de ferro, vitamina B6 e B12.

A doula Pamella Souza com a enfermeira Raquel Carvalho, fizeram um curso de imersão na medicina placentária com uma chilena que se tornou especialista no assunto. Desde então elas trabalharam com a manipulação das placentas. “Para encapsular a placenta, o órgão precisa ser desidratado por algumas horas e depois triturado. Para que o processo funcione sem riscos de contaminação e perda dos nutrientes, a placenta deve ser congelada em até cinco horas após o parto” explica Pamella.

Ao ser entregue para que seja feita a manipulação é escorrido o excesso de sangue e depois a placenta é cortada em pedaços pequenos. Logo após ela é colocada em uma máquina de desidratação e finalmente triturada e colocada nas cápsulas que chega a render de 80 a 120 cápsulas. “A mulher pode consumir a placenta por mais tempo, ela desidratada ela tem validade de dois anos, além de ter maior discrição no consumo, podendo ser consumida como se fosse um comprimido de vitamina”.

Por outro lado o ginecologista e obstetra Waldemir Rezende membro do corpo clínico dos hospitais Samaritano, Albert Einstein e São Luiz diz que: “A placenta é um órgão do bebê, pois ela só existe no período da gestação. Ela é rica em ferro, vitamina B12, hormônios (estrógeno e progesterona), entre outros nutrientes”. A doutora acredita que as cápsulas de placenta após serem ingeridas as mulheres obtém o efeito do placebo, por isso a prática deve ser melhor estuda.

“Se pusermos farinha o resultado pode ser o mesmo se a paciente não diferenciar visualmente as cápsulas”, e diz que: “Ingerir a placenta in natura, acredito que possa trazer mais benefícios e maior absorção de nutrientes e minerais, principalmente o ferro”.

A Alemanha possui um grupo que estuda o assunto e dizem que os primeiros resultados apontaram que a desidratação da placenta faz com que haja perda hormonal. Na forma in natura foram encontradas maior concentração de hormônios e baixo risco de intoxicação, os estudos continuam.

Alguns hospitais não se responsabilizam no armazenamento da placenta ficando armazenadas até a alta hospitalar.

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