Novas regras para os créditos rotativos prometem melhores condições de juros ao consumidor

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Passou a valer a partir do dia 3 de abril de 2017, a nova regra para quem tem dívida com cartão de crédito. O crédito rotativo, que tem os juros mais altos do mercado, só vai poder ser usados por 30 dias. O professor de finanças – IBMEC, Eduardo Coutinho, mostra seguindo um exemplo aplicado por ele, o que acontece com uma dívida de R$ 100 para quem só paga o valor mínimo:

A taxa média do rotativo do cartão de crédito em janeiro de 2017, foi de 486, 75% ao ano (a.a). 15,89% ao mês (a.m). Ao final do ano de 2017, os mesmos R$ 100 usados no exemplo, irão significar uma dívida de R$ 586, 75.

O cliente não poderá deixar essa bola de neve rolar por muito tempo, pois o Banco Central decidiu que o consumidor só pagará o valor mínimo usando o crédito rotativo uma vez, no mês seguinte já terá que quitar o valor total da fatura. Se não tiver dinheiro, o banco ou a empresa de cartão de crédito, terá que oferecer uma condição melhor para que ele poça pagar a dívida.

Os bancos já estão orientando os clientes sobre a mudança, com propostas de empréstimos com juros menores do que o do rotativo. O cliente também pode escolher outra instituição, para poder financiar o que deve no cartão de crédito.

O professor Coutinho diz que uma opção viável, é o crédito pessoal, que em média é metade dos juros do rotativo. Seguindo o mesmo exemplo citado acima, de um saldo devedor de R$ 100, em vez de pagar quase R$ 600 no rotativo, essa mesma dívida será de R$ 259, 38. Com a nova regra, o Banco central quer reduzir a inadimplência. Os clientes devem R$ 39 bilhões no rotativo dos cartões.

No caso das pessoas que estão acostumadas a pagar o total da fatura antes do vencimento, nada mudará com as novas regras implantadas. Só sentirá as mudanças os usuários que fazem uso do crédito rotativo e que dependerão de novas alternativas de pagamento, após terem utilizado o rotativo do cartão, terão que optar por uma alternativa melhor.

A curto prazo, os juros oferecidos pelos bancos serão menores do que nos créditos rotativos. Até então, não existe nenhuma definição sobre a taxa de juros pelo Banco Central. “Nossa expectativa é de que os clientes sejam levados a trocar o rotativo do cartão, cuja taxa está em 450% ao ano (15% ao mês), por uma modalidade de crédito parcelado, com juros na casa de 150% ao ano (8% ao mês)”, explica Roberto Vertamatti, diretor de economia da Associação dos Profissionais de Finanças (Anefac).

 

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