Implante contraceptivo definitivo é proibido pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu publicamente através de uma nota no “Diário Oficial da União”, a venda, compra, distribuição ou uso do produto Essure, conhecido como um método de contracepção definitivo. A suspensão do produto foi publicada no dia 20 de fevereiro.

O produto colocado dentro das tubas uterinas ocasionando assim o impedimento de uma gestação é feito de aço inoxidável banhado por níquel-titânio. O Essure era considerado por muitos como uma medida que trazia menos complicações que a laqueadura, um processo cirúrgico de esterilização que impede a mulher de engravidar.

A Commed empresa responsável pela distribuição, publicidade e venda do produto no Brasil afirmou que o Essure já é utilizado por mais de 800 mil pessoas no mundo todo, 6 mil somente no Brasil.

Na publicação a agência afirmou que o método contraceptivo aparentemente depois de passar por mais analises apresenta risco máximo. Mesmo se for executado da forma correta e a paciente tomar todas as medidas de segurança, o método pode causar gravidez indesejada, dores pélvicas, perfuração, migração do tubo, alergias ou reações indesejadas e graves alterações no sangramento menstrual.

A retificação no registro do produto no Brasil foi feito depois que alertas foram feitos pelo Health Canada. A Agência Nacional ainda pediu que a empresa fabricante do produto desenvolvesse um relatório contendo um estudo clinico realizado com pacientes que devem ser assistidos num prazo de pelo menos 12 meses.

A exigência foi pedida a mais de 120 dias e até agora a empresa não ofereceu nenhuma resposta a Anvisa que decidiu suspender o uso até novo relatório.

A agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos a FDA afirmou em nota que também tem acompanhado os riscos na utilização do produto. Em 2015 a agência americana já tinha noticiado um aumento no numero de reclamações e reações adversas que o método contraceptivo definitivo vinha apresentando em inúmeros pacientes pelo país.

A Helth Canada afirmou que acredita que a maioria dos pacientes que fazem uso do método não tem o conhecimento das reações e complicações do procedimento.

Em resposta a empresa fabricante do Essure afirma que em seu site existe uma nota informativa de segurança. Na nota a empresa alerta os futuros usuários do método de que alguns pacientes implantados apresentaram reações adversas.

As Agências canadenses e americanas de saúde também afirmam que foram encontradas nas redes sociais inúmeras reclamações. 32 mil mulheres afirmam estarem tendo problemas, algumas delas dizem ser impossível se adaptar as dores crônicas.