Hemocentros sofrem com a falta de sangue no inverno

Por causa da diminuição nas temperaturas e das férias escolares em julho, os hemocentros de todo o Brasil sofrem com uma diminuição significativa no estoque de sangue durante a temporada de inverno. O frio faz com que os hemocentros reduzam seus estoques de sangue em até 30%, comparado aos períodos de calor do ano. Isso porque as pessoas ficam mais desmotivadas a saírem de casa nos dias de inverno, e consequentemente, os hemocentros acabam ficando sem doadores.

 

No caso das férias escolares em julho, os hemocentros têm uma redução no estoque de sangue devido a um maior número de acidentes de trânsito que são bastante comuns nesse período. Isso faz com que a demanda de transfusões de sangue aumente significativamente. Essa demanda consegue ser suprida, no entanto, alguns tipos sanguíneos acabam chegando a níveis bastante críticos.

O sangue mais procurado entre os hemocentros continua sendo o sangue O-. Esse tipo sanguíneo bastante raro, também é muito útil em situações de emergência, pois ele é compatível com todos os tipos sanguíneos, sendo assim, ele é infundido nos momentos de maior urgência quando não dá nem para fazer um exame de sangue. Os doadores de sangue O- são considerados doadores universais, porque ele pode ser infundido em qualquer pessoa sem o perigo da rejeição do corpo.

Por isso, o tipo de sangue O- é o mais procurado pelos hospitais, principalmente os que atendem pronto socorro. O problema é que apenas 7% dos brasileiros são doadores universais, o que gera uma escassez grande desse tipo sanguíneo. Sem a doação desses doadores, os hemocentros ficam sem o tipo de sangue mais usado. Além disso, quem tem o tipo sanguíneo O-, tem mais dificuldade em receber transfusões, pois só podem receber o mesmo tipo de sangue.

O sangue O- não é o tipo sanguíneo mais raro, mas sua importância faz com que ele seja o mais requisitado. No entanto, outros tipos sanguíneos apresentam raridades ainda maiores, como o AB-, que soma apenas 1% da população brasileira. Em seguida vem dois tipos também bastante raros, o B- com 2%, e o AB+ com 3% da população. O AB+ possui a peculiaridade de ser um receptor universal, o que é o oposto do O-. Do mais raro para o mais comum, ainda tem o A- com 6%, e o B+ com 9%.

Os tipos mais comuns são o A+ e o O+. Esses dois tipos sanguíneos representam cerca de 36 e 37% da população brasileira, respectivamente. Mesmo eles sendo bastante comuns, eles ainda são bastante úteis nos hemocentros. Da mesma forma como eles representam um grande percentual na população brasileira, eles também representam uma grande parte da demanda de sangue nos hospitais.

 

O fato deles serem tão comuns não fazem com que os estoques do hemocentro fiquem cheios, muito pelo contrário, a Fundação Pró-Sangue de São Paulo, passa atualmente por uma escassez muito grande desses dois tipos sanguíneos. Por isso que a doação é fundamental independentemente do tipo sanguíneo do doador.