Flavio Maluf reporta como empreendedor pode lidar o comodismo dentro da empresa

A acomodação de alguns funcionários é uma questão que sempre gera reclamações por parte dos empresários. Na verdade, por ser o dono do negócio e querer que ele cresça cada vez mais, há casos em que o empreendedor acaba se excedendo na avaliação feita a respeito de alguns dos seus colaboradores. Para evitar isso, segundo o que cita o executivo Flavio Maluf, presidente das empresas Eucatex, é interessante que o empresário conheça bem seus funcionários antes de taxar alguns deles de acomodados.

Isso porque, é comum que as pessoas tenham objetivos diferentes. Diante disso, o que motiva um a evoluir dentro da sua carreira, nem sempre o fará com os outros. Isso fica claro quando, por exemplo, um funcionário, apesar de ter qualificações e oportunidades, não demonstra interesse em assumir algum cargo de gerencia ou supervisão dentro da empresa em que trabalha. Situações assim são naturais, especialmente pelo fato de que algumas pessoas não têm o mesmo espírito empreendedor que o seu chefe, por exemplo.

No entanto, como reporta Flavio Maluf, isso não significa necessariamente que o indivíduo deve ser taxado de acomodado. Ele pode simplesmente estar confortável com a posição que ocupa. Toda organização precisa de funcionários que se sintam à vontade com o cargo que têm (independentemente de ser de gerência ou com um nível de exigência mais baixo) e desempenhem suas funções de maneira eficiente.

Até porque, uma empresa em que todos os seus colaboradores almejem ocupar cargos de liderança, tende a se tornar praticamente um “campo de batalha”. Isso porque, como noticia o empresário Flavio Maluf, nenhuma organização que tenha funcionários com esse perfil consegue atender às expectativas de todos eles, afinal, os cargos de gerência e supervisão, até mesmo em grandes empresas, sempre são limitados.

E isso ocorre não apenas por uma questão organizacional, mas também devido ao fato de que não é tão simples encontrar pessoas com a capacidade de liderar equipes no sentido de fazê-las alcançar grandes metas, seja a elevação do nível de eficiência do trabalho realizado ou o aumento da produtividade. Ou seja, mesmo que um determinado funcionário tenha interesse em ocupar um cargo de liderança, isso não significa que ele está realmente preparado para isso, lembra Flavio Maluf.

Por isso, embora ter funcionários que queiram evoluir juntamente com a organização e sonhem em assumir posições de liderança seja algo extremamente positivo, também é necessário ter aqueles que se consideram satisfeitos com o cargo que ocupam e não se sentem confortáveis em assumir o risco de tentar escalar novos patamares. Isso facilita inclusive o trabalho (do empreendedor) de detectar quem pode realmente se tornar um gerente ou supervisor eficiente, pois os “acomodados” fazem com que os objetivos daqueles que querem evoluir para outro nível se destaquem.

Desse modo, antes de rotular um colaborador de acomodado, o empreendedor deve tentar conhecê-lo bem, o que é possível através de muita conversa, e analisar se ele desempenha com eficiência a função que ocupa, pois todos os cargos, inclusive os mais “simples”, são relevantes para o bom funcionamento da organização, informa Flavio Maluf. Ou seja, é crucial que o empresário compreenda que é natural que as pessoas tenham metas profissionais diferentes, já que isso lhe permitirá fazer uma correta valorização dos seus colaboradores, sejam eles ocupantes de cargos de liderança ou não.

Fonte