Estudos de injeções para enxaqueca tem bons resultados dizem especialistas

Em novos testes de tratamento contra a enxaqueca, uma nova classe de drogas apresentou bons resultados publicados no Journal of Medicine. O tratamento é o primeiro desenvolvido específico da enxaqueca em forma de injeção que previne as dores que quando crônica pode ocorrer até 15 vezes ao mês, com duração de horas a dias em alguns casos.

Alguns tratamentos utilizam medicamentos que servem para tratar outras doenças, como o Topiramato e Divalproato que é anticonvulsivantes, o amitriptilina antidepressivo e o propranolol para a hipertensão.O professor e neurologista do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Ciências da Saúde do Hospital Albert Einstein, Mário Peres, explica que a enxaqueca tem uma classe própria de cuidados que trás um ponto de vista novo de tratamento.

Hoje os medicamentos da classe do triptanos são utilizados na prevenção, porém não conseguem interromper uma crise que já está ocorrendo.

O estudo é acompanhado pelo professor com a molécula que poderá ter sua injeção aceita no primeiro semestre de 2018 pelo órgão regulamentador de medicamentos dos Estados Unidos e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil no segundo semestre de 2018.

Uma das principais vantagens da injeção é a ausência de efeitos colaterais e a tolerância pelo organismo. Os medicamentos atuais podem causar efeitos colaterais como a perda ou ganho de peso e a falta de memória.

Em pesquisas anteriores os pacientes que sofriam de enxaqueca produziam uma quantidade maior de moléculas Calcitonin gene-related peptide (CGRP), que são formadas por 37 aminoácidos descobertos a mais de 30 anos. Elas ficam localizadas no cromossomo 11 e sua produção é através do gene de hormônio. O professor explica que todos temos essa molécula mas os que sofrem de enxaqueca tem uma quantidade maior.

A revisão do estudo publicado em 2014 pela Physiological Review menciona a atividade de dilatação dos vasos da molécula com o aumento do diâmetro dos vasos sanguíneos um mecanismo que tem relação com a enxaqueca. Quando esse alargamento ocorre acompanhado de outras substâncias químicas o circuito de dor é deflagrado. Essa molécula também é mencionada por diminuir a dor. Atualmente existem 4 laboratórios testando as drogas que bloqueiam a CGRP.