Espanha classifica independência da Catalunha como “inconstitucional”

Carles Puigdemont, o líder da região da Catalunha, concedeu recentemente uma declaração de independência considerada confusa e desajeitada pelos especialistas. Na ocasião, o líder catalão declarou no parlamento local que a preferência popular pela independência, segundo atestado pelo referendo do dia 1º de outubro, deveria ser respeitada, mas logo em seguida, afirmou que os efeitos da independência estariam suspensos até haver uma negociação maior com o governo da Espanha.

Durante o pronunciamento, Carles Puigdemont não concedeu maiores informações sobre o que deverá ser feito de agora em diante, se limitando a afirmar que a mediação internacional seria bem-vinda para auxiliar na resolução desse conflito anunciado.

Em contrapartida, Mariano Rajoy, o primeiro ministro da Espanha, já afirmou publicamente que a declaração de independência da Catalunha não seria aceita pelo governo central. Sobre a questão, a imprensa espanhola acredita que o país irá reivindicar o artigo 155 da Constituição, o qual determina que o governo  tem o direito de assumir o controle  caso alguma das regiões autônomas, como é a situação da Catalunha, não cumpra com as suas obrigações.

Após o posicionamento de Puigdemont, as reações dos espanhóis foram contraditórias, por um lado, grande parte da população da Catalunha comemorou a declaração de independência, enquanto a oposição condenou o ato e o classificou como “golpe”. Existe ainda a camada que criticou a falta de firmeza no posicionamento do líder catalão.

Miquel Iceta, o atual líder do Partido Socialista da Catalunha, é um dos que fazem oposição aos nacionalistas, e criticou publicamente o teor confuso e controverso da declaração de independência.

Enquanto isso, os grupos nacionalistas da Catalunha assinaram um acordo em que declaram a região como República Catalã, a qual teria a partir de então o status de Estado independente e plenamente soberano, sendo necessário trabalhar de agora em diante para garantir que esse status seja efetivado e respeitado pelos outros países.

O principal objetivo desse grupos é conseguir dar prosseguimento a uma negociação com o governo espanhol, mas Mariano Rajoy ainda não cedeu qualquer sinal de aceitação, mantendo uma postura completamente contrária a separação e classificando esse movimento como ilegal e inconstitucional.