Dicas para quem pretende viajar em tempos de alta no dólar- com Marcio Alaor, do BMG

Os últimos acontecimentos no cenário político brasileiro acarretaram um ambiente de instabilidade para o mercado cambial. Quem pretende viajar ou já tem compromisso marcado no exterior e ainda não adquiriu moeda estrangeira pode ser surpreendido pelo valor do dólar. Por conta das turbulências e consequente imprevisibilidade no valor da moeda, algumas casas de câmbio deixaram de vender dólar entre os dias 18 a 20 de maio. Já algumas outras, por medo de perdas com uma possível alta inesperada, fixaram o preço na casa dos R$ 4 reais. No último dia 26 de maio, a moeda estadunidense estava cotada em R$ 3,26, reporta o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor.

Tenho viagem marcada e ainda não comprei dólar. E agora?

A recomendação dos especialistas é nunca deixar para adquirir dólares na última hora. Contudo, se você está passando por esta situação, a estratégia é minimizar o prejuízo. Mesmo em dias instáveis existem períodos melhores ou piores para a compra da moeda estrangeira. Neste caso, é necessário ficar online o tempo todo, analisando cotações e acompanhando as notícias do mercado financeiro, informa o executivo do BMG, Marcio Alaor. Uma outra possibilidade de redução de perdas é reduzir os gastos durante a viagem. Diminuir os gastos com compras e restaurantes são opções viáveis.

E o cartão de crédito? Vala a pena utilizá-lo?

Quando são efetuadas compras em dólar no cartão de crédito, o cliente só saberá o quanto irá pagar no momento em que a receber a fatura, pois o valor de cotação não é referente ao dia da compra, mas ao dia em que a fatura é fechada. Diante do cenário oscilante do mercado cambial, a recomendação é não utilizar o cartão – já que não é possível antecipar o valor do dólar para daqui a 30 dias, noticia Marcio Alaor, do BMG.

Gostaria de viajar em breve. Melhor esperar?

Quem deseja, mas não tem pressa, a recomendação é agir com cautela. Miguel de Oliveira, diretor da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) esclarece: “Não recomendo que compre agora. Não adianta sair correndo. Em alguns momentos as coisas vão se normalizar, mas tem risco de as medidas e reformas (trabalhista e previdenciária) não serem aprovadas. Aí o dólar pode disparar”. Ainda conforme reporta Marcio Alaor, do Grupo BMG, uma dica importante é não comprar todo o valor de uma vez. Caso você necessite adquirir US$ 1.500 para uma viagem daqui a 6 meses, efetue três compras de US$ 500 a cada 2 meses.

Por que o preço do dólar turismo é maior que o do dólar comercial?

Dentro do valor que o turista paga ao adquirir a moeda estadunidense existem custos administrativos referente a transações cambiais como operação e entrega. À esses montante incide o imposto sobre operações financeiros (IOF), que pode ser de 1,1% para compras à vista e 6,38% no cartão de crédito. De forma complementar, ainda existe o lucro da corretora, reporta o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor.