Como era a diabetes na sociedade?

Em meados da década de 70, descobrir-se diabético era algo assustador, não só para o portador, como também para seus familiares mais próximos, como, por exemplo, os pais. Isso porque doença pouco discutida na sociedade, era como um tabu, e por isso com causas e sintomas desconhecidos por grande parte da população.

Para grande parte da população da época, a enfermidade limitava a vida das pessoas, pelos problemas que ela trás consigo, como, por exemplo: a cegueira, amputações e infartos. As dietas costumavam ser “mirabolantes” e pouco indicadas nos dias de hoje, tudo isso pois o que faltava para todos era apenas uma coisa, informação.

Antigamente não existia o Google, onde, hoje, pode-se pesquisar sobre enfermidades, tratamentos e até mesmo remédios. Os mecanismos para buscar informações sobre linhas e marcas de produtos mais indicadas, não só para os diabéticos, mas para tantas outras pessoas eram limitados e por isso muitas pessoas “largavam mão”. Além da falta de opções de alimentos, o custo costumava ser altíssimo, e além disso, a qualidade e o gosto não costumavam ser dos melhores.

Com o passar dos anos e o avanço da medicina, as pessoas perderam este tabu e começaram a se informar melhor e entender que os males trazidos pela diabete podem ser controlados e minimizados com o medicamento indicado (dependendo do tipo da diabete) e uma dieta saudável.

Antigamente exames de glicemia levavam mais de uma semana para o resultado sair, tempo grande se comparado a agora, já que nos dias atuais existem aparelhos portáteis para a medição da glicose, o destro. Desta maneira uma pessoa pode delimitar melhor o que se deve ingerir e o que realmente eleva os níveis de açúcar no seu sangue.

Problemas comuns como a catarata, a má circulação, urinar excessivamente e índices altos de glicemia são decorrentes da diabetes, mas podem ser minimizados com o diagnóstico precoce e um controle, assim, não causam danos maiores e irreversíveis, como a perda da visão.

Tabus na época, como a prática de esportes, trabalhar de maneira diária ou até mesmo engravidar, foram derrubados com o tempo. Nos dias de hoje o diabético vive uma vida livre, sem impedimentos, tendo apenas que ter um acompanhamento médico adequado e cuidar da alimentação.