SUS recebe ressarcimento de R$ 458 milhões dos planos de saúde

Em 2017 a Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS, repassou um valor de ressarcimento obrigatório considerado recorde pago pelas operadoras de saúde ao Sistema Único de Saúde – SUS.

Esse ressarcimento acontece quando as pessoas que possuem planos de saúde utilizam o Sistema Único de Saúde em procedimentos e médicos cobertos pelo convênio.

O valor arrecadado em 2017, calculado até o final de outubro foi de R$ 458,81 milhões. Esse é o maior reembolso já realizado desde a criação da ANS e com um aumento de 46% em relação ao ano passado.

A arrecadação de reembolsos é repassada integralmente ao Fundo Nacional de Saúde, o FNS, que recebeu um ressarcimento de R$ 1,7 bilhão desde 2013.

Os procedimentos notificados através do Aviso de Beneficiários Identificados (ABI) lançados pela ANS tiveram um aumento. Este ano a ANS recebeu o maior número e valores de atendimentos já identificados em toda sua história. Até outubro as notificações de atendimento chegaram a 852.089, com um custo de R$ 1,1 bilhão. No ano passado o total de notificações de Avisos de Beneficiários Identificados chegou a 577.194, com um custo de atendimento de R$ 894 milhões.

A ANS faz um cruzamento de informações registradas pelo Sistema Único de Saúde para realizar a identificação da Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e a Autorização de Procedimento Ambulatorial (AOH). Os dados obtidos são enviados para o Aviso de Beneficiários Identificados e para as operadoras, que aceitam ou contestam o atendimento. Se acaso não ocorrer o ressarcimento devido por parte da operadora a dívida fica registrada no Cadastro Informativo de Créditos não Obtidos do Setor Público Federal junto a cobrança judicial. A dívida ativa encaminhada este ano foi de R$ 137,07 milhões.

Esse ressarcimento obrigatório ao Sistema Único de Saúde é importante e capta as atividades de controle do mercado e protege o consumidor de planos de saúde. Essa conduta ainda ajuda nas cobranças abusivas e zela para que contrato com as operadoras de saúde sejam cumpridos.

 

Viajante pode ter uma experiência mais natural

Em uma viagem existem vários recursos tecnológicos disponíveis para facilitar aquela informação básica sobre roteiros, hospedagens e transporte. No entanto, quando um viajante está mergulhado nas facilidades que a tecnologia oferece, acaba esquecendo de um fator primordial para a experiência de sua viagem: o contato humano.

É comum as pessoas estarem tão acostumadas “a jogar no Google” as informações que precisam, que muitas vezes permanecem um em ciclo interminável do uso da tecnologia. É inegável que a acessibilidade das informações e da precisão delas por muitas vezes são maiores do que aquelas que um morador local pode dar, mas elas não tem um item fundamental que muda toda a história: o contato com uma pessoa real e as histórias que têm para contar.

Quem vai viajar deveria tentar deixar de lado o tanto de suporte que existe na internet e se informar com as pessoas presentes. Além disso, seria legal também se desconectar das redes sociais e viver de forma mais orgânica, conversar. Nada de mapas digitais e derivados, o bom e velho mapa impresso é uma boa forma de descobrir lugares incríveis também.

Se permitir um contato menos virtual com as possibilidades pode trazer experiências únicas que valem mais que as virtuais. Deixar de olhar cada recomendação para depois decidir qual restaurante ou lanchonete ir também é uma forma mais natural de conhecer uma região. Não se deixar totalmente influenciado pelos lugares que estão dando o que falar e pelas recomendações imperdíveis é permitir que a espontaneidade e a surpresa não sejam ofuscadas pela expectativa.

As pessoas locais em geral conhecem sobre algum assunto em especial que podem dar um toque totalmente diferente para um visitante. Conversar e passar um tempo com alguém da região é entender um pouco mais da cultura local.

Outra forma de ter mais naturalidade numa viagem é simplesmente se deixar levar pela intuição. Passear simplesmente por passear numa rua, poderá fazer o turista descobrir oportunidades que não encontraria se estivesse passando por um local apenas porque era o caminho do itinerário turístico. É lógico que não são todas as viagens que precisam ser assim, mas de vez em quando fazer isso faz bem.

 

Presídios terão mais flexibilidade arquitetônica para as suas construções

O Conselho Nacional de Políticas Criminal e Penitenciária, através da resolução nº 6 deu flexibilidade para a construção das unidades de presídios no país. Os estados receberam recursos do governo federal, a partir de agora, com mais facilidade de aprovação dos projetos em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional. A publicação ocorreu no Diário Oficial da União ocorreu no dia 13 de dezembro deste ano.

O objetivo da resolução é atender a solicitação do Conselho Nacional de Secretários da Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária. No início de 2017, os representantes de estados alegaram que as normas em vigência encarecem e atrapalhavam a execução das obras, presentes na Resolução nº 9 de 18 de novembro de 2011.

Nas novas diretrizes os estados poderão se adaptar a medidas arquitetônicas com espaços de sala de aula, estacionamento, administração e várias outras. Será necessário a apresentação de justificativas na escolha dos projetos e serão mantidas as normas anteriores, em relação às regras na construção das celas individuais e coletivas, dos pátios, chuveiros coletivos e módulos de saúde por exemplo.

O texto publicado em dezembro destaca a resolução que visa complementar a carência de vagas nos presídios. Os dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias apontou a falta de 358.663 mil vagas em todo o Brasil.

A medida irá colaborar na execução de projetos em todos os estados que receberão o Fundo Penitenciário Nacional, que teve a autorização realizada em 2016 para aplicações em 2017.

Cada unidade da Federação recebeu R$ 44,7 milhões, sendo desse total R$ 31,9 milhões para a construção, ampliações e retomadas de obras e o restante, R$ 12,8 milhões para aparelhos e monitores eletrônicos, promoção da cidadania e capacitação.

Até o momento nenhuma unidade foi concluída com os recursos do Funpen. No entanto, o Depen acompanha a utilização de recursos e obras em andamento de cada estado.

O debate da comissão especial formada dentro do próprio conselho é fruto da Resolução nº 6, que sugere regras simplificadas e sem burocracias do sistema.

A aprovação do Conselho Nacional terá divulgação das regras e distribuição de recursos do Funpen no ano que vem. O volume será de R$ 680 milhões aproximadamente, diferente do método utilizado este ano, quando os recursos são repartidos igualmente, haverá critérios que levam em consideração as necessidades dos estados.

 

José Auriemo Neto e mercado imobiliário: uma relação que remete às origens

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José Auriemo Neto

Presidente do Conselho da Administração JHSF, o empresário paulista José Auriemo Neto tem sua vida interligada ao mercado imobiliário desde a infância. Ainda muito jovem, presenciava debates fervorosos dos parentes mais velhos, em casa, sobre o assunto. O garoto, carinhosamente apelidado de Zeco, todos os anos aguardava avidamente pelas férias escolares. Entretanto, ao invés da maioria dos meninos de sua faixa etária, o jovem não desejava ficar o dia todo brincando, pelo contrário: desejava ir com o pai, Fábio Auriemo, trabalhar na empresa. Desta forma, mesmo com pouca idade e bastante timidez, o rapaz desempenhou diversas atividades na companhia; em paralelo, pôde estar ao lado do pai em diversas reuniões de negócios – o que seria de vital importância para desenvolver seu modo de se relacionar com os clientes.

Anos à frente, já com mais idade e experiência, foi a alçado a situações mais desafiadoras: com apenas 18 anos de idade tomou para si a responsabilidade sobre a administração do setor de estacionamentos da JHSF. Concomitantemente, matriculou-se no curso de graduação em engenharia civil da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) – alguns semestres depois optou por transferir o curso para a FESP (Faculdade de Engenharia de São Paulo). Em seguida, deixou a área de estacionamentos após convite para atuar nos segmentos de obras e orçamentos. Segundo evidencia o próprio José Auriemo Neto, o fato de ser filho do chefe não era sinônimo de moleza no ambiente de trabalho. Por volta do quarto ano de faculdade o rapaz decidiu não mais cursá-la e manter o foco apenas no trabalho. Conforme destaca o empresário: “Nunca gostei de estudar. Queria trabalhar. As pessoas dizem que sou precoce, mas não concordo”, enfatiza.

Com frequência, o executivo excedia seu horário regular de trabalho para mostrar imóveis a potenciais compradores. Por consequência, sua jornada de trabalho chegava a superar 14 horas diárias – ocasionalmente o término do seu expediente só ocorria após as 22h. Quando questionado acerca da grandeza de sua dedicação à companhia, José Auriemo Neto gostava de proferir um bordão, que, anos mais tarde, transformaria-se em lema na empresa: “Esse negócio é 10% inspiração e 90% transpiração”, completa. Dono de uma personalidade forte e sempre bastante detalhista, o empresário preza boas relações com seus cliente e investidores; além disso, sempre exige qualidade máxima em todos os projetos que participa.

Certamente a tendência à vida empresarial de José Auriemo Neto possui suas origens no DNA da família. Seu avô e patriarca da família, José Auriemo, fundou uma empresa de peças automotivas. Nos anos 1970, seu pai, em sociedade com o tio José Roberto, deu início às atividades da JHSF – que, à época, fora batizada de JHS e atuava exclusivamente no setor de construção civil. Após cisão no início da década de 1990, motivada por um desentendimento entre os irmãos-fundadores, a letra ‘F’ foi inserida ao nome da companhia. No início do século XX, a empresa mudou o foco e passou a atuar no mercado de incorporação imobiliária. José Auriemo Neto assumiu a presidência executiva da companhia em 2002, com apenas 27 anos de idade.

 

Minha Casa Minha vida entrega 500 unidades habitacionais em Uberaba MG

A cidade de Uberaba em Minas Gerais recebeu 500 moradias do Programa Minha Casa Minha Vida entregues pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy. Os investimentos chegaram aos R$ 32,5 milhões vindo dos Fundo de Arrendamento Residencial. O empreendimento faixa 1, Residencial Isabel Nascimento, irá beneficiar duas mil pessoas com rendas de até R$ 1,8 mil.

Uberaba contratou 26,3 mil unidades habitacionais desde 2009 do Programa Minha Casa Minha Vida e foram entregues 17,1 mil com investimentos de R$ 2,2 bilhões. Os volumes investidos no município é a estratégia principal do minstério, segundo Baldy, pois auxilia na recuperação da economia do país. “É algo fundamental e importante. Temos condições para investir e temos capacidade de entregar a chave da casa. Vamos recuperar o país para que as famílias tenham empregos, renda e possam se sustentar. Creio que o Natal dessas famílias irá ser mais alegre e festivo com a nova casa que receberam”, comemora.

O ministro disse que o residencial será alvo de novos esforços para a melhoria na estrutura de atendimento das necessidades básicas dos moradores. Baldy disse que o presidente Michel Temer tem foco na ampliação do programa e autorizou o ministro a se comprometer na construção de creches e unidades de saúde neste condomínio, para que as famílias que moram ali sejam atendidas. “Esse é um trabalho incansável de reconstruir o país”, ressalta o ministro.

O prefeito de Uberaba, Paulo Piau, disse que os novos moradores do condomínio terão mais do que apenas o acesso às moradias, mas também o acesso a educação. Ele também destaca a parceria entre prefeitura e o Ministério. “Já conversamos com o ministro sobre as necessidades que temos em nosso município para projetos futuros. Agradeço ao ministro Baldy, que em meio ao grande fluxo de trabalho em Brasília, dispôs de uma tarde para estar com a população mineira. Com mais essa entrega, Uberaba fica maior, mais forte e mais contente”, concluiu.

Foi realizada uma reunião com o ministro e o prefeito da cidade de Uberaba onde foi debatido melhorias no saneamento básico e mobilidade urbana.

 

Um estudo revela que os esquilos são organizados na hora de armazenar as suas nozes

O amor que os esquilos têm pelas nozes já serviu de tema inclusive em uma sequência de filmes de animação, A Era do Gelo. Esse alimento apresenta um prazo bem longo de validade, sendo por isso que os esquilos armazenam as nozes e passam os tempos mais difíceis, tendo alimentos para as suas refeições.

Uma espécie chamada de esquilo-raposa, que é encontrada frequentemente na América do Norte, esses animais chegam a armazenar cerca de dez mil nozes anualmente. Para arrumar toda essa quantidade, eles acabam adotando o hábito de separar esse alimento, analisando determinados fatores como a qualidade das nozes, a quantidade e a predileção deles.

Esse estudo foi feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, e segundo eles, esses animais acabam seguindo o método do chunking, que é um sistema humano de memorização, que fragmenta um objeto que possui um tamanho maior, em conjuntos internos menores. Esse método lembra a forma que utilizamos para gravar o número de um telefone, quando memorizamos o DDD, e depois dividimos os números em duas sequências de quatro números. Foi observado que os esquilos adotam esse esquema para não esquecerem o lugar certo, onde estão armazenadas as melhores nozes e também onde elas ficam escondidas, para que nenhum animal esperto, venha roubar os seus preciosos alimentos.

A co-autora da pesquisa, Lucia Jacobs, declarou através de um comunicado, que os esquilos aparentemente usam o método do chunking da mesma maneira que os humanos, quando separam por prateleiras os diferentes tipos de alimentos. Então quando se deseja um determinado ingrediente ou alimento, fica mais fácil saber em qual prateleira procurar.

Os pesquisadores estudaram durante dois anos cerca de 45 animais da espécie de esquilo-raposa, em locais nas proximidades da Universidade da Califórnia. O objetivo era compreender a lógica que esses animais adotam na hora de separar as suas nozes.

Em um dos testes realizados,  os esquilos  receberam dezesseis nozes, divididas em quatro. Primeiramente foram distribuídas as amêndoas, seguidas pelas nozes-pecãs, depois por avelãs e por último pelas nozes. Os demais animais ganharam as suas nozes de maneira aleatória.

Sendo observados através de um GPS, os cientistas puderam acompanhar o lugar de partida do animal, até o local onde eles escondiam o seu alimento. Dessa forma os pesquisadores montaram um mapa, onde era possível determinar a organização das nozes por categoria e encontrar um padrão onde estavam escondidos esses alimentos.

 

Estudos de injeções para enxaqueca tem bons resultados dizem especialistas

Em novos testes de tratamento contra a enxaqueca, uma nova classe de drogas apresentou bons resultados publicados no Journal of Medicine. O tratamento é o primeiro desenvolvido específico da enxaqueca em forma de injeção que previne as dores que quando crônica pode ocorrer até 15 vezes ao mês, com duração de horas a dias em alguns casos.

Alguns tratamentos utilizam medicamentos que servem para tratar outras doenças, como o Topiramato e Divalproato que é anticonvulsivantes, o amitriptilina antidepressivo e o propranolol para a hipertensão.O professor e neurologista do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Ciências da Saúde do Hospital Albert Einstein, Mário Peres, explica que a enxaqueca tem uma classe própria de cuidados que trás um ponto de vista novo de tratamento.

Hoje os medicamentos da classe do triptanos são utilizados na prevenção, porém não conseguem interromper uma crise que já está ocorrendo.

O estudo é acompanhado pelo professor com a molécula que poderá ter sua injeção aceita no primeiro semestre de 2018 pelo órgão regulamentador de medicamentos dos Estados Unidos e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil no segundo semestre de 2018.

Uma das principais vantagens da injeção é a ausência de efeitos colaterais e a tolerância pelo organismo. Os medicamentos atuais podem causar efeitos colaterais como a perda ou ganho de peso e a falta de memória.

Em pesquisas anteriores os pacientes que sofriam de enxaqueca produziam uma quantidade maior de moléculas Calcitonin gene-related peptide (CGRP), que são formadas por 37 aminoácidos descobertos a mais de 30 anos. Elas ficam localizadas no cromossomo 11 e sua produção é através do gene de hormônio. O professor explica que todos temos essa molécula mas os que sofrem de enxaqueca tem uma quantidade maior.

A revisão do estudo publicado em 2014 pela Physiological Review menciona a atividade de dilatação dos vasos da molécula com o aumento do diâmetro dos vasos sanguíneos um mecanismo que tem relação com a enxaqueca. Quando esse alargamento ocorre acompanhado de outras substâncias químicas o circuito de dor é deflagrado. Essa molécula também é mencionada por diminuir a dor. Atualmente existem 4 laboratórios testando as drogas que bloqueiam a CGRP.

 

Estudo mostra que o cérebro tende a ignorar informações em situações de stress

A revista Frontiers in Behavioral Neuroscience reportou recentemente um estudo que mostra que em situações de pressão, como num jogo ou situações estressantes, o cérebro tende a se focar na tarefa principal e deixar de lado outras informações periféricas, como por exemplo, a redução da Inteligência dimensional, percepção de passagem de tempo e de objetos externos.

Os autores do estudo disseram que se motivaram para realizar essa pesquisa por causa de uma sensação que todos os participantes do projeto já tiveram em algum momento da vida. Que é notar como o cérebro deixa de lado as situações irrelevantes para conseguir se mergulhar na tarefa principal. Talvez seja a explicação do porque muitos jovens não perceberem a passagem de tempo na frente de jogos.

Eles realizaram testes tentando verificar a percepção das pessoas em situações de stress num contexto mais espacial ou sequencial. Um dos experimentos contou com 13 voluntários, dentre eles, 6 mulheres e 7 homens, todos com aproximadamente 30 anos de idade. Os participantes assistiram a dois tapes de sexo, uma cena de teor negativo e outra positiva, além disso, viram um vídeo neutro.

Esse teste notou que nas cenas sexo, seja com teor negativo de violência ou o positivo, os voluntários não foram capazes de lembrar a localização de objetos e nem a ordem dos acontecimentos. O mesmo não aconteceu na cena neutra. Eles entenderam que em estados de excitação esse comportamento cognitivo é necessário para aumentar a chance de sobrevivência.

De acordo com Vladimir Melo, mestre em psicologia, esse trabalho por ser comparado com outras pesquisas que avaliam como as pessoas reagem a situações adversas. Ele destaca que esse tipo de comportamento pode ser verificado inclusive nos animais.

Como a pesquisa não teve intuito de analisar a atividade neural, os autores não puderam chegar numa conclusão biologia sobre esse comportamento, mas eles noticiaram alguma suspeitas. Eles disseram que a resposta pode estar no hipocampo do cérebro, local relacionado à memória. Segundo eles, em situações de stress, as memórias de longo prazo não possuem contexto e nem os detalhes periféricos codificados no hipocampo, e essas informações são necessários para o indivíduo se situar no tempo e no espaço.

 

Bradesco dá início à processo sucessório envolvendo Trabuco

O mês de Outubro de 2017 foi marcado por anúncios provenientes do banco Bradesco. Tais informações foram divulgadas através de uma coletiva de imprensa que os gestores da instituição resolveram convocar para esclarecer ao público algumas alterações que ocorreram no quadro de executivos, além de outras que ainda irão se concretizar. A principal novidade diz respeito ao fato de Luiz Carlos Trabuco Cappi ser sucedido por um profissional que já trabalhe na instituição, refutando a hipótese de se buscar alguém no ambiente externo à organização.

Adotada há tempos dentro do cultura do banco, a política de sucessões é algo que tem sido seguido por muitas gerações de executivos da corporação. O principal ponto dessa tradição refere-se ao modo de escolha dos colaboradores que passarão a ocupar postos ligados à direção ou à presidência do grupo, onde costuma-se dar oportunidade a quem já esteja há mais tempo trabalhando na companhia, assim como ocorreu com Luiz Carlos Trabuco Cappi, que está na empresa há mais de quatro décadas e foi galgando postos até chegar a ser o presidente da instituição.

Luiz Carlos Trabuco Cappi preside a organização desde o ano de 2009 e recentemente passou a ser também o presidente do conselho administrativo da empresa. Tal situação decorre do fato do executivo Lázaro Brandão ter anunciado que deixaria o departamento que durante duas décadas liderou. Com isso, o presidente executivo recebeu a informação que atuará de maneira permanente no lugar de seu colega, ao passo que seu cargo será assumido por um outro profissional.

As dimensões da organização exercerá grande influência no que diz respeito ao executivo que será promovido a presidente da companhia, segundo informou Luiz Carlos Trabuco Cappi em um dos momentos da entrevista coletiva. Para ele, o mais importante é que o profissional eleito seja alguém que consiga conduzir as peculiaridades da empresa mantendo sempre a consciência de que se trata-se de uma instituição estruturada de modo bastante complexo e dinâmico.

Há a previsão por parte dos representantes do banco de que em março de 2018 já se tenha esclarecido quem será o gestor a ocupar a presidência. Até lá, entretanto, o atual presidente executivo também terá a missão de presidir o conselho de administração da companhia. Para o Bradesco, contudo, a situação tem caráter transitório, pois conforme estabelece a política do banco, um mesmo executivo não deverá ter entre suas responsabilidades dois ou mais cargos.

O executivo, que será sucedido até 2018, explicou que após os trâmites do processo sucessório terem chegado ao final, sua atuação se concentrará somente nas atividades inerentes ao cargo de presidente do conselho de administração. Ainda durante a entrevista, ele ressaltou que os bancos brasileiros valorizam os momentos de sucessão e respeitam o legado que cada um já conquistou.

Março não foi escolhido por acaso, alertou Luiz Carlos Trabuco Cappi. Segundo o executivo, além do anúncio de quem passará a comandar a instituição, o mês será também a época em que a reunião de assembléia do conselho administrativo ocorrerá. Na ocasião, acionistas da empresa se reunirão para debaterem e estabelecerem os rumos que a organização tomará futuramente.

 

Miséria e alegria de “Capitães de Areia” incomodou governo brasileiro

Um dos livros que retratava a realidade das ruas de Salvador na Bahia, Capitães de Areia, procura apresentar a vida difícil, mas com suas alegrias, de crianças que viviam nas ruas.

Na época em que foi lançado o livro teve uma censura incisiva do governo que em uma fogueira queimou os exemplares considerados simpatizantes do comunismo. Junto com o livro havia outras obras literárias (mais de 1,8 mil) sendo queimadas na frente dos membros da comissão de buscas de apreensão de livros. 90% dos livros queimados na fogueira eram de Jorge Amado, jovem escritor baiano que tratava temas sociais em suas obras.

O regime de governo do país na época não admitiu a obra literária que representava de forma vigorosa uma crítica à desigualdade social e à situação de abandono dos menores de idade nas ruas de Salvador. A história procurou reverter a imagem que os meninos de rua tinham como malandros e delinquentes para pessoas socialmente desfavorecidas, mas que possuíam os seus momentos de alegria como se fossem heróis.

A tentativa do governo de denegrir a obra não teve sucesso nenhum, Capitães de Areia se tornou um clássico nacional 80 anos depois de seu lançamento. Uma história escrita no passado que continua criticando a realidade do presente.

A falta de suporte para as crianças que viviam em uma situação humilhante foi denunciada através da obra literária contra um governo que não fazia o necessário para melhorar as condições de vida da marginalização de jovens.

Apesar dos avanços que aconteceram no país, ainda hoje existem pessoas sem garantias e direitos básicos que têm uma vida semelhante a dos jovens retratados na história de Jorge Amado. De acordo com um levantamento realizado pela ONG Projeto Axé, aproximadamente 15 mil pessoas vivem nas ruas da capital baiana, entre eles 3,5 mil menores de 25 anos.

A romantização dos meninos de rua que são descritos como heróis por Jorge Amado é uma maneira de dizer que ninguém vive apenas um drama ainda que viva na miséria, até mesmo quem está nas ruas tem os seus momentos de alegria.