Ministro de Agropecuária pede abertura do mercado mexicano para carne brasileira

Em postagem feita através das redes sociais, o ministro de Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, declarou ter feito um pedido de abertura do mercado do México para a carne de produção brasileira. A solicitação do pedido se deu em uma reunião realizada neste domingo (04/12) com José Eduardo Calzada Rovirosa, ministro mexicano de Agricultura. O pedido de compra da carne brasileira foi uma contrapartida de Maggi às demandas feitas por Calzada, que solicitou ao ministro, dentre outras coisas, a transferência de tecnologia agrícola brasileira para a modernização da produção agrícola mexicana.

Conforme relatou Maggi, o ministro de Agricultura do México também disse ser de suma importância uma visita dos mexicanos ao Brasil, para um esforço de ampliação de parcerias comerciais. Segundo o ministro brasileiro, as autoridades mexicanas almejam a parceria na extensão e tecnologia agrícolas com nosso país. Diante do pedido, que visa também obter mais parcerias com a Embrapa, Maggi aproveitou para pedir a abertura do mercado daquele país para o Brasil, como um fator condicional na futura transferência de tecnologia brasileira.

Participando da 13ª Conferência de Biodiversidade Biológica (COP 13), promovida na cidade de Cancun pela Organização das Nações Unidas, o ministro brasileiro ainda informou que os mexicanos têm interesse na venda de material genético bovino, da raça Angus, bem como efetivar um intercâmbio genético com nosso país. Maggi relatou dizer, a Calzada, que nos últimos 30 anos houve um aumento considerável do rebanho brasileiro, além de uma redução significativa das áreas de pastagens. Segundo o ministro, esses resultados foram possíveis graças ao trabalho de pesquisa e melhoramento genético no Brasil.

O ministro de Agricultura brasileiro ainda afirmou, em sua página nas redes sociais, que as autoridades do México almejam vender sua produção de Atum no mercado do Brasil. Além disso, há um grande interesse no intercâmbio do setor pesqueiro, bem como a parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para um possível melhoramento genético do café. Ante esses interesses mexicanos, Maggi relata que insistiu na contrapartida brasileira: “disse que para isso eles têm que comprar a nossa carne bovina.”

Conforme declarou Blairo Maggi, o ministro de Agropecuária do México quer visitar logo o Brasil, o que possivelmente ocorrerá já no primeiro semestre de 2017. O ministro brasileiro disse ainda, à Calzada, que ele e as autoridades mexicanas serão bem vindos, e sugeriu uma agenda de visita com a iniciativa privada e com o governo.

Embrapa

Segundo a postagem do ministro Maggi, Maurício Lopes, presidente da Embrapa, viu com bons olhos o interesse mexicano de melhoramento genético do café. Maurício disse que a colaboração brasileira com o México tem sido muito boa, e que há um bom espaço para a ampliação dessa cooperação.

Saiba mais: http://bit.ly/2gWCqlL

MORRE, AOS 86 ANOS, FERREIRA GULLAR

Escritor, tradutor, biógrafo, crítico de arte, mas acima de tudo poeta, imortalizado por suas obras, foi o sétimo ocupante da cadeira número 37 da Academia Brasileira de Letras.
Gullar esteve internado no hospital Copa D’Or, na zona sul do Rio de Janeiro, em razão de uma pneumonia, que teve seu quadro agravado terminando por vitimar o poeta de 86 anos. Ferreira Gullar havia pedido à sua esposa, Claudia, que não permitisse que houvesse nenhum tipo de intervenção médica que prolongasse seu sofrimento, evitando, assim, que fosse entubado. No período de sua internação, Gullar ainda escreveu três crônicas.
O corpo será velado na Biblioteca Nacional, situada no centro do Rio, desejo expresso em vida por Ferreira Gullar. Na segunda-feira, às 9 horas será levado para a Academia Brasileira de Letras, de onde sairá às 15 horas para o mausoléu da ABL, no cemitério São João Batista, em Botafogo, onde será sepultado.
Maranhense, cresceu numa casa com onze irmãos, foi batizado de José Ribamar Ferreira, mas se fez Ferreira Gullar, aproveitando um dos sobrenomes da mãe. Sua infância foi transformada em obra, O Poema Sujo, que retrata a visão de um menino que brincava nas ruas de São Luís.
O Poema Sujo foi escrito na Argentina, quando esteve exilado do Brasil durante a ditadura militar. O poeta foi perseguido por sua militância no Partido Comunista Brasileiro, pois deixava transparecer em seus versos seu engajamento popular.
Quando retornou ao Brasil participou das diretas e nos últimos anos foi um critico ferrenho dos governos do PT.
Ferreira Gullar passou primorosamente por diversos campos da arte, como a literatura, teatro e a música, mas somente em 2014 aceitou se candidatar a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, ano em que se tornou um imortal, passando a ocupar a vaga deixada pelo jornalista Ivan Junqueira.
Dentre suas premiações se destacam o Prêmio Jabuti, o qual ganhou por suas obras “Resmungos”, como melhor livro de ficção, e por sua obra de poesia “Em alguma parte”. Faturou ainda o prêmio que é considerado o mais importante da língua portuguesa, o Prêmio Camões. Anos antes havia sido indicado por professores do Brasil e dos estados Unidos ao Nobel de Literatura, contudo, sem obter êxito.