Nokia anuncia novo celular com Android

A marca de dispositivos móveis da Nokia voltou ao mercado com seu primeiro smartphone com Android. A empresa HMD Global apresentou ao público, também revelando alguns dos planos de negócios relativos ao novo modelo.

 

O Nokia 6 tem uma tela de 5.5 polegadas com uma ligeira curvatura no vidro que o protege, embora não tão profundo como aquela do Samsung Galaxy S7. Suas câmeras, traseira e dianteira, tem uma resolução de 16 e 8 megapixels, respectivamente. O processador tem oito núcleos e é acompanhado por 4 GB de RAM.

 

O Nokia de 2013 e seus antecessores trabalharam com os sistemas operacionais Symbian, Windows Phone e Linux, mas nunca com Android. Mas as mudanças sofridas pela mesma marca em anos posteriores são ainda mais dramáticos: os finlandeses a venderam para a Microsoft, que fecharam partes da divisão de dispositivos móveis para vender o resto, juntamente com todos os direitos para outra empresa na Finlândia, precisamente a HMD. Desde o início, essa aquisição da Nokia por parte da Microsoft já passava um ar de últimos suspiros da marca finladesa, que acabou desaparecendo.

 

Os novos proprietários (desde maio de 2016) falaram neste domingo (8) que não só vão fabricar o novo produto na China, mas que a China é o único mercado onde a modelo Nokia estará disponível primeiramente. Eles optaram pelo mercado chinês, que conta com 550 milhões de usuários de celulares inteligente, por causa de seu desejo de “conhecer as necessidades dos clientes do mundo real em diferentes mercados”, explicou a HMD em um comunicado.

 

A marca Nokia é um símbolo na cultura pop e marcou a forma como as pessoas se comunicavam durante muitos anos, mas, como já foi informado, a empresa acabou sendo vendida e encerrou a produção de seus celulares. Mas, com esse retorno, o fãs da criadora do famoso “Nokia tijolão” poderião desfrutar de um novo produto da empresa.

 

“O Nokia 6 marca o primeiro passo na ambição da HMD em estabelecer um novo standard de design, qualidade de materiais e inovação de fabrico”, está escrito no documento de anuncio do dispositivo.

 

O dispositivo Android vai chegar nas prateleiras no primeiro trimestre de 2017 e seu preço está estimado em cerca de 245 dólares. Até o momento, a empresa finlandesa não falou sobre uma possível expansão do seu mercado com este ou outros modelos para outros países.

 

Especificações técnicas

 

 

  • Sistema operacional: Android 7.0 Nougat
  • Display: 5,5 polegadas com Gorilla Glass 2.5D
  • Resolução: 1920×1080 pixels
  • Chipset: Snapdragon 430
  • CPU: octa-core com clock não especificado
  • GPU: Adreno 505
  • Memória RAM: 4 GB
  • Armazenamento interno: 64 GB (expansível em até 128 GB)
  • Câmera principal: 16 megapixels com f/2.0 e foco automático PDAF com laser
  • Câmera frontal: 8 megapixels com f/2.0
  • Dimensões: 154 x 75,8 x 7,85 mm

Cientistas afirmam saber o paradeiro do MH370, mas não possuem dinheiro para a pesquisa

Os cientistas por trás da busca de destroços do voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu dos radares em 8 de Março de 2014, estão mais seguros do que nunca para descobrirem onde foram parar as peças que faltam. No entanto, após 27 meses, o progresso foi parado pela falta de fundos, explica Clive Irving em seu artigo para o portal The Daily Beast.

 

Na madrugada de 8 de março de 2014, a aeronave desapareceu dos radares após cerca de uma hora de voo. Carregando 227 passageiros e 12 tripulantes, o acidente aconteceu enquanto a aeronave sobrevoava o Golfo da Tailândia, no Mar da China.

 

Inicialmente e através do uso de ferramentas de localização, dados de satélite e das últimas mensagens recebidas a partir da aeronave, ele desenhou um caminho possível, mas nunca conseguiu localizar o ponto exato da caída do avião. No entanto, com a descoberta inesperada no verão de 2015 e em junho de 2016 de vários restos mortais e duas peças-chave, a investigação mudou de rumo e decidiu determinar que fenômenos naturais e climáticos (ventos, chuvas, ondas, etc) teriam causado tal distribuição dos escombros para tentar localizar o ponto exato da queda.

 

Para este fim, ele foi ajudado pela National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA (NOAA), que forneceu dados de satélites que monitoram águas e colocou em todos os oceanos boias que recuperam o registro histórico diário das condições do mar. Além disso, foram construídos e lançados ao mar réplicas das peças encontradas para avaliar a forma e velocidade de flutuação e do vento e das ondas sobre estes objetos.

 

Assim foi então determinado que o ponto de origem da queda pode ser de cerca de 15 quilômetros ao norte da área de pesquisa atual, e assim se é esperado recuperar os registros históricos diários das condições do oceano e rastrear os detritos traçando o percurso inverso.

 

Embora o Ministério dos Transportes da Austrália qualifique estes testes como algo “credível”, até agora já foram gastos mais de 150 milhões de dólares e ainda é necessário um financiamento, que por enquanto ninguém está disposto a assumir.

 

Finalmente, é irônico que, embora partes do Boeing 777 têm sido fundamentais para alcançar novas conclusões sobre a provável localização dos outros restos, os órgãos envolvidos até agora “não gastaram um centavo” para realizar uma busca sistemática de resíduos e todos foram descobertos por amadores ou casualmente por pessoas nas praias.

 

Venezuela não faz mais parte do Mercosul

A Venezuela não faz mais parte do Mercosul. Chanceleres de outros países participantes do bloco econômico anunciaram que fizeram o comunicado ao país a respeito de sua suspensão.
Integrantes dos países fundadores, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai fizeram o anúncio. O comunicado apresentado pelo Ministério de Relações Exteriores da Argentina no dia 2 de dezembro de 2016, um dia depois da Venezuela completar quatro anos de adesão ao bloco econômico. Esse foi o prazo máximo estipulado pelos demais países para que os venezuelanos pudessem cumprir com as normas de adesão.
“No dia de ontem foi analisado o estado de cumprimento das obrigações assumidas pela Venezuela, constatando-se o estado de descumprimento”, diz a nota.
No mesmo dia, Delcy Rodrígues ministra de relações exteriores da Venezuela, afirmou por meio de sua conta no Twitter que o país não havia sido suspenso, em reação a notícia antecipada pelas agências de notícias internacionais, como a France Presse e Reuters.
Trajetória da Venezuela no Mercosul
Aceita em 2012 após uma manobra dos governos Dilma Russeff e Cristina Kirchner, da Argentina, a Venezuela deveria cumprir uma série de normas para se manter no Mercosul. Em dezembro do mesmo ano, foi oficialmente integrada ao bloco em uma negociação conduzida pelo presidente paraguaio Horácio Cartes.
Apesar dos esforços dos demais países, a Venezuela não cumpriu a maioria dos prazos, de adesão ao bloco, sobretudo as normas relacionadas as questões econômicas. Com oi descumprimento, a solução encontrada foi a suspensão da Venezuela.
O que acontecerá a partir de agora
O bloco do Mercosul contou um forte crescimento econômico e político durante os últimos dez anos, o que levou a aceitar a Venezuela. Sua suspensão pode levar a uma divisão ideológica entre os países participantes, que passam por um período delicado. O preço das commodities caiu e o cenário é de fragilidade econômica.
Além disso, a decisão isola ainda mais o governo de Nicolás Maduro, acusado de ser o responsável por uma profunda crise política, econômica e humanitária no país. Maduro afirmou em nota que não aceita a decisão tomada e que continuará participando das reuniões do grupo.
Para ingressar novamente no Mercosul, atualmente formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, a Venezuela vai ter que negociar novos termos de acordo com as regras comerciais e relacionadas a imigração.
O governo Maduro informou que algumas das 130 medidas não podem ser realizadas. Entre elas estão normas ligadas aos direitos humanos, classificadas como inadmissíveis pelos venezuelanos que estão no poder. O que indica que qualquer negociação para tratar da reintegração pode ser tensa e perdurar por anos.

Shoppings paraibanos, como o Manaira Shopping de Roberto Santiago, escapam da crise econômica

Segundo estudo divulgado pela Associação Brasileira de Shoppings Centers, a Abrasce, o ramo dos shoppings centers obteve um crescimento de 6,5 % em 2015, com um faturamento estimado de 150 bilhões de reais. Em meio à crise que perturba a economia nacional, o resultado positivo é motivo de comemoração para os profissionais do ramo.

O levantamento da Abrasce, realizado em parceria com o Grupo de Estudos Urbanos, o GEU, além de ser uma notícia importante para o setor, acaba por repercutir na disposição dos profissionais do ramo, estimulando a prática do bom atendimento ao público consumidor dos centros comerciais.

De acordo com a pesquisa divulgada, o Brasil possui atualmente 538 grandes centros de compra, além de outros 30 que se encontram em processo final de construção. O estudo também constatou que o ramo dos shoppings centers emprega cerca de 1 milhão de pessoas em todo o território nacional. Segundo a pesquisa, o setor preencheu impressionantes 54 mil novas vagas de trabalho em 2015, mostrando uma vez mais a força de crescimento da área e seu potencial de desenvolvimento e de inovação.

Nordeste

Segundo o empresário Roberto Santiago, dono do Manaira Shopping, o nordeste é a segunda região brasileira com maior volume de vendas realizadas em shoppings centers, perdendo somente para a região sudeste do Brasil. Na Paraíba, o centro comercial de Roberto Santiago tem procurado se reinventar durante a recessão econômica, e continua seguindo como um destaque do ramo no estado.

Dentre os cinco centros comerciais do estado da Paraíba, o Manaira Shopping, de João Pessoa, é o que possui a maior área bruta de locação, cerca de 75 mil metros quadrados. O local tem ainda um amplo espaço multiuso, e abriga uma faculdade e uma casa de shows, além de uma excelente academia. Segundo Rafaella Barros, gerente de marketing do centro comercial, uma das necessidades do ramo é a constante reinvenção. Para a gerente, tanto a reinvenção constante quanto a visão empreendedora de Roberto Santiago têm proporcionado um volume de vendas crescente e o sucesso inegável do shopping paraibano.

Em termos de confiança dos gestores de lojas comerciais de shoppings centers, um estudo descobriu que, só no estado da Paraiba, 40 % dos profissionais prevê um crescimento em torno de 5% para o segmento em 2016. A pesquisa também apontou que, apesar dos desafios impostos pela turbulência econômica no país, 60% dos gestores acredita que a crise não afetará de modo significativo os negócios no ramo para o ano que vem.

A Intenção de Consumo das Famílias também registrou uma alta, a terceira seguida, para o dinheiro despendido pelas famílias nos centros de vendas. Somente o Manaira Shopping, do empresário Roberto Santiago, registrou um movimento aproximado de 2 milhões de pessoas durante o ano de 2015.

De acordo com Rafaella Barros, gerente de marketing do shopping de Roberto Santiago, o crescimento de vendas constante revela a estabilidade do segmento. Ela ainda afirmou que a tendência do shopping é crescer cada vez mais, contribuindo significativamente para a inovação e o desenvolvimento do setor.

Ministro de Agropecuária pede abertura do mercado mexicano para carne brasileira

Em postagem feita através das redes sociais, o ministro de Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, declarou ter feito um pedido de abertura do mercado do México para a carne de produção brasileira. A solicitação do pedido se deu em uma reunião realizada neste domingo (04/12) com José Eduardo Calzada Rovirosa, ministro mexicano de Agricultura. O pedido de compra da carne brasileira foi uma contrapartida de Maggi às demandas feitas por Calzada, que solicitou ao ministro, dentre outras coisas, a transferência de tecnologia agrícola brasileira para a modernização da produção agrícola mexicana.

Conforme relatou Maggi, o ministro de Agricultura do México também disse ser de suma importância uma visita dos mexicanos ao Brasil, para um esforço de ampliação de parcerias comerciais. Segundo o ministro brasileiro, as autoridades mexicanas almejam a parceria na extensão e tecnologia agrícolas com nosso país. Diante do pedido, que visa também obter mais parcerias com a Embrapa, Maggi aproveitou para pedir a abertura do mercado daquele país para o Brasil, como um fator condicional na futura transferência de tecnologia brasileira.

Participando da 13ª Conferência de Biodiversidade Biológica (COP 13), promovida na cidade de Cancun pela Organização das Nações Unidas, o ministro brasileiro ainda informou que os mexicanos têm interesse na venda de material genético bovino, da raça Angus, bem como efetivar um intercâmbio genético com nosso país. Maggi relatou dizer, a Calzada, que nos últimos 30 anos houve um aumento considerável do rebanho brasileiro, além de uma redução significativa das áreas de pastagens. Segundo o ministro, esses resultados foram possíveis graças ao trabalho de pesquisa e melhoramento genético no Brasil.

O ministro de Agricultura brasileiro ainda afirmou, em sua página nas redes sociais, que as autoridades do México almejam vender sua produção de Atum no mercado do Brasil. Além disso, há um grande interesse no intercâmbio do setor pesqueiro, bem como a parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para um possível melhoramento genético do café. Ante esses interesses mexicanos, Maggi relata que insistiu na contrapartida brasileira: “disse que para isso eles têm que comprar a nossa carne bovina.”

Conforme declarou Blairo Maggi, o ministro de Agropecuária do México quer visitar logo o Brasil, o que possivelmente ocorrerá já no primeiro semestre de 2017. O ministro brasileiro disse ainda, à Calzada, que ele e as autoridades mexicanas serão bem vindos, e sugeriu uma agenda de visita com a iniciativa privada e com o governo.

Embrapa

Segundo a postagem do ministro Maggi, Maurício Lopes, presidente da Embrapa, viu com bons olhos o interesse mexicano de melhoramento genético do café. Maurício disse que a colaboração brasileira com o México tem sido muito boa, e que há um bom espaço para a ampliação dessa cooperação.

Saiba mais: http://bit.ly/2gWCqlL

MORRE, AOS 86 ANOS, FERREIRA GULLAR

Escritor, tradutor, biógrafo, crítico de arte, mas acima de tudo poeta, imortalizado por suas obras, foi o sétimo ocupante da cadeira número 37 da Academia Brasileira de Letras.
Gullar esteve internado no hospital Copa D’Or, na zona sul do Rio de Janeiro, em razão de uma pneumonia, que teve seu quadro agravado terminando por vitimar o poeta de 86 anos. Ferreira Gullar havia pedido à sua esposa, Claudia, que não permitisse que houvesse nenhum tipo de intervenção médica que prolongasse seu sofrimento, evitando, assim, que fosse entubado. No período de sua internação, Gullar ainda escreveu três crônicas.
O corpo será velado na Biblioteca Nacional, situada no centro do Rio, desejo expresso em vida por Ferreira Gullar. Na segunda-feira, às 9 horas será levado para a Academia Brasileira de Letras, de onde sairá às 15 horas para o mausoléu da ABL, no cemitério São João Batista, em Botafogo, onde será sepultado.
Maranhense, cresceu numa casa com onze irmãos, foi batizado de José Ribamar Ferreira, mas se fez Ferreira Gullar, aproveitando um dos sobrenomes da mãe. Sua infância foi transformada em obra, O Poema Sujo, que retrata a visão de um menino que brincava nas ruas de São Luís.
O Poema Sujo foi escrito na Argentina, quando esteve exilado do Brasil durante a ditadura militar. O poeta foi perseguido por sua militância no Partido Comunista Brasileiro, pois deixava transparecer em seus versos seu engajamento popular.
Quando retornou ao Brasil participou das diretas e nos últimos anos foi um critico ferrenho dos governos do PT.
Ferreira Gullar passou primorosamente por diversos campos da arte, como a literatura, teatro e a música, mas somente em 2014 aceitou se candidatar a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, ano em que se tornou um imortal, passando a ocupar a vaga deixada pelo jornalista Ivan Junqueira.
Dentre suas premiações se destacam o Prêmio Jabuti, o qual ganhou por suas obras “Resmungos”, como melhor livro de ficção, e por sua obra de poesia “Em alguma parte”. Faturou ainda o prêmio que é considerado o mais importante da língua portuguesa, o Prêmio Camões. Anos antes havia sido indicado por professores do Brasil e dos estados Unidos ao Nobel de Literatura, contudo, sem obter êxito.