Arábia Saudita aprova lei que permite que as mulheres dirijam

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No último dia 26 de setembro, o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz al-Saud, anunciou em declaração oficial que, a partir de junho de 2018, as mulheres do país terão o direito de dirigir. Até então, a Arábia Saudita era o único país no planeta a proibir mulheres de todas as idades a ter uma habilitação para conduzir veículos automotores.

De acordo com a agência oficial do país responsável por divulgar a notícia, a SPA, foi elaborado um comitê que ficará encarregado de estudar a melhor forma para aplicar essa medida estabelecida pelo rei e homologá-la através de novas leis de trânsito que incluam as mulheres como aptas a dirigir, assim como já acontece com os homens.

Ainda segundo a agência saudita de notícias SPA, essa decisão foi tomada depois que a maioria dos membros que fazem parte da Autoridade dos Ulemás da Arábia Saudita, não demonstraram oposição a possibilidade das mulheres dirigirem no país, desde que essa mudança fosse feita dentro das garantias da ‘sharia’ (lei islâmica).

Até o momento, as mulheres não contam com o direito de dirigir na Arábia Saudita, e por essa razão, precisam contratar motoristas particulares ou então pedir para que um familiar do sexo masculino auxilie no transporte de um local para o outro.

Essa foi uma importante conquista para as ativistas que lutam pelos direitos das mulheres, as quais já faziam campanhas por vários anos com o intuito de impedir essa proibição, vista como arcaica e ultrapassada. No decorrer dos últimos anos,  diversas mulheres sauditas chegaram a ser presas  por desrespeitarem a proibição e dirigirem como meio de protesto.

Para os especialistas, essa medida foi uma das mais importantes adotadas até o momento pelo rei saudita Salman bin Abdulaziz al-Saud, que chegou ao trono no ano de 2015. Ao assumir o poder, o rei havia prometido adotar reformas progressistas que melhorassem a vida das mulheres do país a curto prazo. Apesar disso, o país permanece sendo um dos mais arcaicos em termos dos direitos de igualdade femininos, tendo em vista que as mulheres sauditas vivem sob a tutela dos maridos ou parentes homens.