A ministra Luciana Lóssio ressaltou a importância da luta da mulher na política usando caso partidário

Existem programas de incentivo e até mesmo leis para que a participação feminina nos partidos e na política aumente, entretanto, o número de mulheres atuantes nesta área é muito pequeno comparado ao de homens. A ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luciana Lóssio, personalidade conhecida por lutar pelo espaço e defesa da mulher na política. A ministra tirou proveito de um julgamento para ressaltar a importância de lutar e falar sobre a igualdade de gênero e afirmou ainda que o Tribunal da Democracia, como o Tribunal Superior Eleitoral é conhecido por muitos, tem de evoluir e lutar ainda mais por este assunto.

A ação que foi julgada trata de um recurso do PP (Partido Progressita), que foi condenado a ter um tempo menor de propagando partidária obrigatória nos meios de comunicação por não ter cumprido o percentual mínimo exigido para o aparecimento de mulheres nas mídias, conforme estabelece o artigo quarenta e cinco da lei 9.096/95. Luciana Lóssio afirmou em seu discurso que desde o momento em que ocorreu a reforma eleitoral, no ano de 2015, houve certa evolução nas leis brasileiras como um todo, com o intuito de assegurar e ressaltar a importância da mulher na política, e afirmou ainda que a Justiça Eleitoral tem obrigação de garantir a eficácia das normas.

No caso em questão, ela ainda votou para que o momento que foi privado do partido fosse usado para que a Justiça Eleitoral conscientizasse todos e promovesse o incentivo das mulheres na política. E ainda afirmou que mulheres carecem de políticas afirmativas para que haja igualdade entre os dois gêneros e para que a desigualdade histórica acumulada por anos seja finalmente cessada.

A ministra ainda observou que é inaceitável o cenário atual de mulheres atuando na política brasileira, já que elas são a maioria da população, além de representarem 52,13% dos eleitores, ou seja, deveriam ter uma grande representatividade mínima nesta área.

Em um panorama global, o Brasil ocupa o 155 ª lugar no ranking mundial de representatividade feminina em áreas políticas, contanto com apenas 9,9% de representação feminina na Câmara de Deputados. O que chocou muitos, foi que está colocação coloca o país atrás da Arábia Saudita, Índia e o Iraque, países que são conhecidos por não conceder direitos às mulheres, e privar a mesma até mesmo de andar na rua sem um acompanhante familiar masculino.

Luciana Lóssio afirmou que esta lei encoraja a participação feminina e busca igualar os dois séculos, pois historicamente os dois séculos sempre estiveram em patamares diferentes, e a historia da mulher na política é extremamente recente, e por muitos anos foi um papel de sub-representação. E que a Justiça Eleitoral precisa sempre aplicar a lei com eficácia, como fez neste caso.

A ministra Luciana Lóssio

Luciana Lóssio, ministra conhecida em todo o país por lutar pela causa das mulheres é atualmente Presidente da Associação de Magistradas Eleitorais da Ibero-América, instituição que luta pela igualdade e assegura os direitos e além de também ser Conselheira do Conselho Nacional de Direitos Humanos.