Brasileiro fica entre os dez melhores professores do mundo

Todos os anos a cidade mais famosa dos Emirados Árabes recebe milhões de turistas que prestigiam as lindas construções e instalações, os um dos mais belos e lindos cenários para se visitar. Mas não é comum receber tantos professores do mundo inteiro de uma só vez. Foi exatamente assim, na quinta edição do Global Teacher Prize, um prêmio que quer se igualar em status e em grande importância em sua consagração ao prêmio Nobel.

Um brasileiro ficou entre os dez finalistas de uma seleta lista com os dez maiores professores do mundo.O professor Wemerson daSilva Nogueira, foi revelado em 2016 ao vencer o prêmio Educador do Ano, promovido pelo Grupo Globo e Grupo Abril. Wemerson se destacou nas aulas de ciências em uma escola em Nova Venécia, ensinando sobre os elementos químicos a partir de coleta de água do Rio Doce, contaminado pelos rejeitos da barragem de Fundão, subdistrito de Bento Rodrigues e que está localizado a 35 km do município de Mariana, Minas Gerais.

Acredito que o Brasil possa ser uma referência na educação mundial, então porque não um brasileiro percorrer por esses países disseminando essas ideias”, diz Wemerson. Wemerson e todos os outros finalistas ficaram hospedados no próprio hotel que é um dos mais luxuosos de Dubai. Seria uma miragem, mas é pura realidade, em plena região de deserto, o prédio ter sido construído em uma ilha artificial repleta de palmeiras e ficar a beira do Golfo Pérsico. Mas o professor mal teve tempo para aproveitar a mordomia e poder desfrutar da bela paisagem do lugar, desde a chegada ao hotel, ele foi assediado por jornalistas e especialistas do mundo todo.

A premiação foi no dia 19 de Março, e os dez finalistas foram chamados ao palco como celebridades

Um astronauta francês leu de uma base espacial internacional, o nome do premiado, uma professora canadense. A professora Maggie McDonnell, ajudou a criar uma academia de ginástica, uma cozinha comunitária e também uma pequena loja de produtos usados em uma aldeia indígena esquimó em Salluit, localizado no extremo Ártico. Ela ajudou a reduzir em muito os casos de suicídio e de uso de droga por jovens de várias as idades.

O que se sabe é que o lugar vive em isolamento, com falta de estrada e o acesso acontece somente por avião, isso acaba sendo um grande fator para que os jovens da região mergulhem nas drogas e na depressão. Maggie também foi voluntária na Africa Subsaariana e participou diretamente na luta contra a Aids durante cinco anos, logo após ter concluído seu bacharelado. Maggie agradeceu e dedicou o prêmio de um milhão de dólares aos professores do mundo inteiro, uma conquista que é de todos nós.

 

NASA planeja criar escudo magnético ao redor de Marte

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Um grupo de cientistas da Agência Espacial Americana (NASA), planeja criar um campo eletromagnético em torno de Marte como uma forma de escudo protetor da atmosfera do planeta, isso aqueceria sua atmosfera permitindo uma grande possibilidade do planeta poder ser habitado.

O que se vê em grande escala já ha muitos anos e agora mais do que nunca em 2017, é que o planeta Marte desperta grandes interesses para os habitantes aqui da Terra, a curto, médio e longo prazo. Em especial, para as grandes potências com tecnologia e recursos como os EUA (NASA), a Rússia (Roscosmos) e o atual programa espacial dos Emirados Árabes, todos eles com enormes interesses no planeta vermelho. Os Emirados Árabes demonstram enormes interesses em Marte e pretendem construir uma cidade levando a assinatura recorrente de suas grandes construções até 2117.

Com base em vários dados e estudos já realizado sobre o assunto, os cientistas acreditam que Marte já teve um campo magnético ao seu redor, em um passado remoto entre 4,2 e 3,7 bilhões de anos desaparecendo após este período. Acredita-se que o rápido resfriamento de origem interna do planeta, tenha congelado e solidificado seu núcleo de metal derretido, consequentemente desligando seu campo magnético. Sem um campo magnético para proteger sua atmosfera, as tempestades solares devastaram sua superfície deixando sua atmosfera com pouquíssima densidade em comparação a densidade da Terra.

Até o momento a taxa na queda de densidade da atmosfera de Marte, tem caído em média um quilo a cada segundo, esses dados são referente a sonda Maven emitida pela NASA, que se encontra na órbita de Marte analisando dados. A densidade de Marte encontra-se estável devido ao dióxido de carbono proveniente da sublimação do gelo das calotas polares.

A magnetosfera terrestre funciona como um escudo protetor do planeta, rebatendo radiação eletromagnética de origem solar e partículas carregadas de várias direções do espaço. Protege o oxigênio do planeta criando um invólucro e estabilizando todas as camadas atmosférica. O que os cientistas da NASA pretendem é criar um campo magnético em Marte para se obter o mesmo efeito em sua atmosfera, com isso o planeta sofreria um rápido aquecimento global.

A ideia foi apresentada oficialmente no Planetary Science Vision 2050 Workshop, pelo diretor de ciências planetária da NASA, Jim Green. A ideia de Green seria colocar um satélite posicionado estrategicamente para se criar um escudo artificial entre o Sol e Marte. Calcula-se que o exato ponto onde o satélite permaneceria está a 1,1 milhão de km de Marte e seria possível grassas a os chamados pontos de libração (L1). Isso liberaria um campo magnético envolvendo o planeta e o protegendo contra o vento solar.

Os testes estão sendo realizado para verificar a eficiência da capacidade de gerar e manter um campo magnético que realmente proteja a atmosfera de Marte. O que se sabe é que 500 mil nanoteslas (nT), isso evitaria a erosão provocada pelo vento e tempestades solares. O Green e os cientistas responsáveis pelos testes concluem que ainda se conhece pouco sobre a atmosfera de Marte para determinar parâmetros mais precisos, mas os avanços obtidos nos últimos anos deixam claro que em breve isso será possível.

 

Veja também, NASA detalha seu projeto para colonizar Marte até 2030.