A Educação de Nível Superior Brasileira Sofrerá Com Cortes

Supostamente devido às anunciadas notícias de cortes dos gastos públicos (implementação de teto), várias instituições de ensino superior se manifestaram contra as medidas dos cortes que irão afetar negativamente a manutenção de cursos que oferecem bolsas a estudantes de inúmeras universidades brasileiras. Em apoio a reação negativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), muitas universidades desaprovaram a medida e alertam para as consequências ruins que podem advir desta decisão, como afetar a oferta de vacinas, desenvolvimento da agricultura e da economia.

Desfazer o sistema de bolsas pagas a estudantes que desenvolvem pesquisas importantes é o grande entrave que as instituições alegam. Não só a alunos como também a docentes que pesquisam e coordenam projetos.

As críticas á medida enfatizam que empresas que contam com os estudos em inovação, os incrementos à qualidade de vida dos cidadãos (através das pesquisas, serviços e produtos) e tantos outros benefícios, serão interrompidos e paralisados, os chamados programas de fomento, que desenvolvem ciência e tecnologia e inovação, por exemplo. Os pesquisadores e estudiosos estimam que talvez até cerca de 200 mil bolsas de estudos não possam ser pagas integralmente na data correta.

Numa carta aberta enviada á presidência da república brasileira, os pesquisadores de entidades como a Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), dentre outras, alertaram e declararam repúdio às noticias anunciadas sobre o corte dos gastos. Pedem que haja um recuo nas decisões para que todos os processos de fomento á pesquisa não sejam seriamente prejudicados.

Já há uma enorme repercussão nos canais de notícias, tanto impressos quanto da internet, com manifestações maciças em redes sociais, sobre o retrocesso que tal medida representará para o ensino superior brasileiro em todo o mundo. Também a USP – Universidade de São Paulo – maior instituição de ensino superior no país, mostrou-se contra as decisões apresentadas pelo poder executivo. No entender de sua Reitoria, o orçamento para a educação brasileira não deve padecer de oscilações financeiras que prejudicarão os brasileiros.

Escritórios de advocacia fazem marketing em conformidade com o código da OAB

Todo o profissional do direito sabe que as regras da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) são rígidas se relação à publicidade. Ao ver a palavra como um sinônimo de comercialização, o Código de Ética de entidade proíbe, no artigo 39, qualquer forma de captação de clientela, por entender que mercantiliza a profissão. Mas os profissionais de marketing vem se adaptando a essas exigências, trabalhando com materiais meramente informativos.

O marketing jurídico é relativamente novo, principalmente se formos pensar apenas no Brasil. Os profissionais da comunicação vem incorporando diversas estratégias que não firam o que está determinado pelo Código de Ética da OAB e que melhorar, divulgar e cuidar da imagem dos seus clientes.

Um exemplo são as inovações digitais e a aplicação de um conceito chamado Inbound Marketing. A ideia é que os escritórios de advocacia se aproximem de seu público com informação. Um exemplo é administrar um blog ou um site com conteúdos que sejam do interesse ou resolvam o problema do cliente.

Dessa forma, não estão sendo captados usuários, mas sim sendo disseminada informação. Quando um funcionário que acabou de ser demitido busca dados sobre sua rescisão e encontra tudo o que precisa em um site de um advogado trabalhista, começa a criar uma relação com ele.

As informações que o escritório está fornecendo também são importantes para melhorar a imagem e reforçar a credibilidade de seus advogados. Outro cuidado que os profissionais do marketing tem para não ferir as regras da OAB é em não serem invasivos.

Em contrapartida aos métodos tradicionais, trabalhar a partir do conteúdo gera resultados mais demorados. Isso acontece porque o foco das ações não está na venda direta ou na captação de clientes, e sim em criar relacionamento e credibilidade através de informações. Mesmo assim, muitos escritórios de advocacia apontam as estratégias de marketing como essenciais para a construção de uma reputação confiável e o sucesso de seus negócios.

Direito previdenciário e o plano de custeio da seguridade social

Pode-se dizer que legislar sobre seguridade social e, consequentemente, custeio é um exercício da competência legislativa privativa da União, conforme prevê o artigo 22, inciso XXIII, da Constituição Federal de 1988. Porém, é importante registrar a diferença entre competência privativa e competência exclusiva, sendo que esta é indelegável e aquela delegável, ou seja, no caso do custeio, há possibilidade de delegação de tudo ou parte, classificando-se então como competência privativa.

O plano de custeio é um conjunto de normas que codificam as receitas que dão suporte para que o sistema previdenciário obtenha recursos para cumprir com suas obrigações. Em suma, tal plano trata de uma previsão de despesas do sistema de seguridade social, cuja finalidade seja a planificação econômica do regime e seu consequente equilíbrio financeiro-atuarial.

Apesar da Lei nº 8.212/91 dispor sobre a organização da Seguridade Social, Plano de Custeio e outras providências, não há no texto nenhuma previsão legal do correto funcionamento do plano de custeio, tornando-se, assim, um emaranhado de contribuições constituídos em um rol de verbas orçamentárias. A ausência da previsão ocasiona a falta de proteção, pois é preciso colocar em prática o princípio da necessidade de planejamento, a fim de evitar distorções e desequilíbrio financeiro ao sistema de seguridade social.

À vista disso, o artigo 10 da supracitada Lei fala que a seguridade social será financiada por toda sociedade, tanto diretamente quanto indiretamente, com base no artigo 195 da Constituição Federal e da própria Lei nº 8.212/91, decorrente de recursos provenientes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, além das empresas e dos trabalhadores, formando-se o princípio da tríplice forma de custeio.

Com efeito, o artigo 195, §5º, da Constituição Federal diz respeito à busca do equilíbrio financeiro-atuarial, determinando que nenhum benefício ou serviço poderá ser criado, majorado ou estendido sem o fornecimento da fonte de custeio total. Sendo assim, o mencionado dispositivo é fundamental no ordenamento jurídico para o plano de custeio da seguridade social e auxilia positivamente no controle de despesas dos órgãos. Leia mais sobre o assunto neste artigo, clique aqui.

Pequenos empreendedores veem no Facebook uma nova forma de alcançar o cliente

O processo é simples: você tem uma ideia e abre um pequeno negócio. O produto é bom, o preço é justo, você está em dia com todas as regras e legislações necessárias para que seu empreendimento ande bem, mas não sabe como alcançar seu cliente.

Esse é um dos principais problemas boa parte dos pequenos empreendedores atualmente: como vou dizer para o meu cliente que estou aqui? Como serei notado? Tenho orçamento no início do meu negócio para focar em propaganda?

Essa pergunta vem sendo respondida de forma contundente nos últimos tempos: contato e captação de clientes pelo Facebook. A plataforma oferece uma opção de anúncios pagos, mas atualmente há milhares de grupos de pessoas que querem comprar e procuram empreendedores que queiram vender o que elas precisam.

O contato é rápido e simples. Pode ser feito pelo empresário publicando nesses grupos seu produto ou serviço, ou apenas mantendo-se atento à demanda de pessoas que procuram coisas específicas. Em inúmeros casos, os próprios clientes em potencial são proativos e informam com detalhes o que precisam, o quanto querem pagar e em que prazo o produto ou serviço serão necessários.

A própria rede encoraja e facilita esse tipo de comunicação: há ferramentas específicas para quem vende ou quer comprar algo, notificações diferenciadas, classificação do produto e do serviço, entre outras funcionalidades.

Mais que um bom anúncio no Facebook, o pequeno empresário pode agora manter um contato próximo e atento com seu cliente, fornecendo atendimento personalizado e rápido, conseguindo novos negócios e, principalmente, conseguindo boas avaliações.

Boa parte dos grupos incentiva o compartilhamento de feedbacks e impressões sobre os negócios realizados na plataforma. Esse tipo de colaboração, cada vez mais popularizado por sites como o TripAdvisor e o Google, é um dos tipos mais efetivos de propaganda gratuita, pois o cliente é influenciado pelas boas avaliações e tende a fechar o negócio.

Polícia Ambiental realiza resgate de onça-parda em rodovia do interior paulista

A Polícia Militar Ambiental resgatou uma onça na cidade de Ouroeste, localizada no interior do estado de São Paulo. O resgate se deu em uma rodovia da região em 25 de julho de 2018. Segundo informaram os policiais, o animal resgatado tratava-se de um felino adulto e possuía ferimentos que indicavam um possível atropelamento.

Na Rodovia SP-543, também chamada de Percy Waldir Semeghini, alguns populares perceberam a presença da onça e comunicaram ao Corpo de Bombeiros. Após o contato telefônico houve solicitação de reforço da Polícia Ambiental do município de Fernandópolis, que fica próximo a Ouroeste. Devido ao ferimento localizado em sua pata, o felino apresentava impossibilidade de locomoção, o que fez com que os policiais o removessem.

O hospital veterinário presente na cidade de Araçatuba foi o destino para onde os policiais levaram o animal. No local o felino recebeu atendimento, de modo que passou por alguns exames e foi também medicado. De acordo com as informações prestadas pela Polícia Ambiental, trata-se de uma fêmea de onça-parda ainda jovem, uma vez que pesava em torno de trinta quilos.

A onça resgatada não representa exatamente a mesma realidade dos demais animais da espécie que transitam pela rodovia. Apenas no ano de 2018 outras seis onças perderam a vida em razão de atropelamentos ocasionados na mesma região, algo que desperta a preocupação de autoridades ambientais e motoristas que costumam transitar pelo local.

Segundo dados da própria Polícia Ambiental, o mês de julho costuma ser um período de maior prevalência de acidentes envolvendo essa espécie. Tais acontecimentos, contudo, são gerados pelo aumento das queimadas que costumam atingir as cidades do interior paulista.

Notícias dão conta de que a causa mais provável para que isso ocorra possa estar no fato destes animais se sentirem ameaçados com as queimadas, de modo a procurarem abrigos em outros locais fora do habitat natural. Desse modo, as rodovias são rota frequente no caminho desses felinos, algo que não se mostra positivo para a espécie.

Se para os animais o trânsito pelas rodovias é algo perigoso, o mesmo também pode se dizer em relação aos motoristas que passam por elas, uma vez que precisam redobrar a atenção ao volante.

 

Saiba mais:

https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/sustentabilidade/onca-parda-e-resgatada-apos-sofrer-atropelamento-no-interior-de-sp,8b3223fb4e471800894265a2819a3c00y6zth4l5.html

A importância do marketing de conteúdo para empreendedores de sucesso

O marketing de conteúdo tem suas origens ainda no século XX com receitas escritas nos rótulos das latinhas de Leite Moça, leite condensado usado na preparação de pudins e bolos. Na TV, assistíamos propagandas entre o intervalo da novela. Éramos obrigados a ver a propaganda para saber o final da história.

Nos últimos anos, a internet revolucionou o mercado de trabalho trazendo ao nosso dia a dia informação rápida e acessível para a maioria da população. Serviços de streaming como Netflix e Spotify entrega ao público o controle de consumir conteúdo sem interrupções. Não precisamos esperar tanto tempo para assistir nossas séries favoritas. Hoje, vender um produto tornou a vida das empresas muito mais difícil.

Com foco na obtenção de clientes as empresas estão aperfeiçoando o conceito de marketing do século passado e desenvolvendo estratégias para atrair e reter clientes. Para isso, muitas delas estão utilizando recursos multimídia: textos, vídeos, podcast e infográficos. Quer saber mais as estratégias desenvolvidas pelas empresas? Confira abaixo três dicas para utilizar o marketing de conteúdo na sua vida empreendedora.

Jornada de compra

Quando queremos adquirir um produto ou serviço estamos sentindo um problema, algo que incomodamos em possuir. Procuramos na internet, fazemos pesquisas para tentar solucionar nosso problema. Pesquisamos preços, as melhores empresas, e o melhor produto. A jornada de compra consiste no caminho de pesquisa que o cliente faz até chegar na compra. Com um site desenvolvido com foco na jornada do cliente com conteúdo bem escrito é a estratégia correta para boas vendas. Então, não duvide da importância de ter um site para sua empresa.

Equipe especializada

Para produzir conteúdo de qualidade é preciso expandir o olhar para outras formas de comunicação. A produção de conteúdo online é um mercado em expansão e pode ser atraído pelo marketing da empresa, afinal o marketing de conteúdo é uma maneira muito mais engajada de vender um produto ou serviço.

Foco na persona

Diferentemente de público alvo, a persona da empresa é uma representação ideal do seu cliente por meio de pesquisa e entrevistas. O objetivo é descobrir de forma muito mais específica quem compra de você. Assim o seu conteúdo e toda sua estratégia terá como base as dores e os problemas do seu cliente ideal.

Os artistas de sucesso que são verdadeiros escândalos no show biz

A carreira de muitos artistas que são um verdadeiro sucesso, e tiveram seu início ainda quando criança, costuma parecer quase uma obrigatoriedade haver casos de escândalo, que envolvem bebidas, drogas, traição, prisões e até mesmo chegando a envolver possíveis casos de suicídio ou assassinatos. A mais nova artista a cobrir as capas do jornais, revistas, portais na internet, blogs e não sair dos assuntos mais comentados das redes sociais é cantora e atriz norte – americana Demi Lovato, envolvida em uma suposta overdose de heroína. O fato de acordo com amigos próximos não chegou parecer estranho para eles, pois identificaram que Demi havia deixado de ser sóbria já havia um tempo, mas no geral chegou a assustar os fãs, já que ela vinha sem nenhum contato com drogas e bebidas a aproximadamente seis anos.

Não é de se estranhar que grandes estrelas do show biz se envolvam em escândalos, e um dos mais marcantes é o caso da também atriz e cantora Lindsay Lohan, em que desde 2007, deu início a uma série de alvoroços, em que foi acusada de dirigir sob o efeito de álcool e drogas ilícitas, furtou itens em lojas, foi presa e condenada várias vezes, foi para reabilitação para tratar seus vícios recorrentes em drogas e por ordem da justiça americana. No entanto, uma estrela do entretenimento deveria ser um símbolo de orgulho e modelo para que as pessoas se espelhassem, mas acaba sendo tudo o inverso, pois, se por um lados elas são fonte de renda para muitos jornais lucrarem com suas notícias polêmicas, ela é uma vergonha para os seus fãs ou as marcas que a patrocinam.

De tal maneira, uma carreira de sucesso que mantenha credibilidade e grande orgulho para os fãs nem sempre é o que faz do artista ser símbolo e tornar-se muito famoso, pois há muita mídia e notícias em cima das pessoas que cometem crimes, e por incrível que pareça, são essas estrelas que cometem os atos ilegais serem as pessoas mais adoradas. É uma questão a refletir, pois se por um lado é negativo para imagem do artista ele estar vinculado à polêmicas, são esses os assuntos a qual o público mais tem vontade de ler e estar antenado.

Existem filmes bons do meio jurídico?

Sucessos como ‘How To Get Away With a Murder’ e ‘Suits’ são series que conquistaram o público e apresentaram um novo gênero as pessoas: as séries do meio jurídico, que tem como pano de fundo e enredo um assunto que normalmente é considerado difícil pelas pessoas, o direito e as leis que o cercam.

Porém, existem alguns filmes que são incríveis e possuem roteiros tão bons quanto às citadas, mas que não ganharam tanta notoriedade. Por isso, te apresentaremos hoje filmes incríveis dentro deste tema.

Se você ainda não viu o filme Hotel Ruanda, não sei o que está fazendo aos fins de semana de maratona de filmes e séries. Este é o clássico dos clássicos em relação a fatos reais. O filme retrata a guerra de Ruanda, um país africano que continua com inúmeros conflitos, mesmo que oficialmente (no papel) a guerra tenha acabado. O ‘lance’ do filme é perceber que todas as questões relacionadas a exploração da África e de tudo o que pertence aquele continente não acabou e infelizmente, não terminará tão cedo e por isso, continua em um looping infinito. Além disso, a obra mostra como a Europa ‘virou as costas’ para os hutus e como a situação só não se agravou por Paul Rusesabagina, que abriou inúmeras pessoas de baixo do seu teto, o Hotel Ruanda.

Uma outra indicação é o filme ‘As duas faces de um crime’, um filme que para os que amam aqueles filmes de júri, é excelente. Já o filme ‘Minority Report – A nova lei’, se passa no futuro e em um local em que se prevê crimes antes, de fato, deles acontecerem e assim, prender as pessoas que cometeriam estes delitos. O que este filme discute sobre direito penal, é incrível.

Outras opções são: ‘Seven – os sete crimes capitais’, que retrata a vida de um serial killer que mata com base nos sete pecados capitais; já o documentário ‘Amanda Knox’, trata do caso da própria, que foi indiciada duas vezes e absolvida de um assassinato que mobilizou e intrigou inúmeras pessoas. ‘Quem é JonBenet’; ‘A 13ª Emenda’; ‘The Keepers’ e ‘Making a Murder’ também são ótimas opções.

Os riscos de ser empreendedor

O grande sonho de largar o emprego, nunca mais ter que olhar na cara do chefe e poder ser o dono dos próprios negócios é o sonho que muitas pessoas têm todas às vezes que colocam a cabeça no travesseiro, porém se lançar no mundo do empreendedorismo e sem um planejamento estratégico pode um tanto quanto suicida e acabar sendo mais um estresse e desespero na vida de quem já está nervoso com as situações do dia a dia e insatisfeito profissionalmente. Por sua vez, acreditar que jogar tudo para o alto e pedir demissão não é o mais recomendado.

A pessoa que deseja ser dona do próprio negócio e ser empreendedora precisa ter noção e consciência de que tudo o que ela desfruta e é um tipo de benefício disponibilizado pela empresa, não serão mais acessíveis, e isso vai desde auxílio creche, vale refeição, celular e carro por conta da empresa ou plano de saúde e dentre outros benefícios. Por sua vez, a partir do momento em que se reflita que pelo menos inicialmente tais vantagens serão perdidas, e que a longo prazo é possível sim conquistar até mais que isso, essa é a hora correta para dizer que a pessoa está apta a tornar-se empreendedora. A rotina de trabalho sofrerá grandes modificações, já que havia um horário padrão pré-determinado e que se passasse daquele haveria reajuste de horas extras, e já como chefe do próprio negócio isso não existe, e pior agora como empreendedor será quase que obrigatório a dedicação exclusiva a atividade profissional, pois realmente será ela quem irá promover o auto sustento.

Portanto, ser empreendedor não é só ser dono do próprio negócio, mas é saber realizar a gestão de pessoas, criar uma rotina de trabalho, conseguir dar a devida atenção aos familiares, ter lucro e ter um pensamento sempre a longo prazo para manter reservas e fazer investimentos, já que o futuro naturalmente é incerto, e o dos empreendedores é maior ainda, o que pode acabar fazendo muitas desistirem no meio do caminho, onde será o momento em que deverá ter um grande controle emocional para não tender às comparações, sejam aquelas criadas pela cabeça do próprio empresário, ou seja aquelas feitas pelos amigos e familiares, que pode muito bem serem mecanismos perfeitos para desistir ou cair em depressão, caso as coisas não estejam indo do jeito que haviam sido planejadas.

 

Cada vez mais, produtor agrícola lucra menos na venda dos alimentos, diz pesquisa global

Dada a tremenda importância da agropecuária nas economias dos países de modo geral, o normal é esperarmos que os agricultores venham tendo, constantemente, bastante lucro, ainda que situações como a paralisação dos caminhoneiros, ocorrida há algum tempo, possam prejudicá-los momentaneamente. No entanto, não são essas as notícias que vêm surgindo, tratando-se da realidade de fato, ao redor do mundo, independentemente de ocorrerem ou não algumas situações semelhantes à referida paralisação. Ao menos, é o que apontou, já ao final do mês de junho deste ano, uma pesquisa divulgada pela ONG britânica Oxfam, segundo a qual, do valor final que se paga por alimentos, nos grandes supermercados, vem diminuindo, cada vez mais, a parte que retorna a quem realmente os produziu, os agricultores. E já podemos adiantar que a culpa repousa, como não é de se espantar, nos conglomerados que dominam esse setor tanto nos Estados Unidos quanto no continente europeu, pois acabam por abocanhar quase 50% do preço final desses gêneros alimentícios.

Mas a pesquisa vai bem além dessa simples constatação, visto que aprofunda-se em vários dados, todos comparados numa escala de tempo. Portanto, uma das conclusões mais específicas à qual chegou-se, é justamente a de um aumento, nos últimos anos, dessa distorção em questão no Brasil, prejudicando os nossos agricultores. Afinal, se de uma cesta contendo 12 produtos alimentícios, em 2015, era retido, pelos supermercados, um total de 48,3% do valor cobrado pelos produtos, ficando então com apenas 6,5% os trabalhadores agrícolas, dezenove anos antes, no entanto, em 1996, os percentuais eram, respectivamente, de 43,5% e 8,8%. Sim, só vem crescendo a concentração e a consequente desvalorização do trabalhador agrícola, nas duas últimas décadas.

Mais detalhes ainda são válidos, a exemplo da idêntica porcentagem que sobrou para o pequeno agricultor, no mesmo ano de 2015, fosse ele um produtor brasileiro de suco de laranja ou um produtor queniano de feijão verde; fosse ainda um produtor vietnamita de camarão ou um produtor tailandês de atum em lata. Afinal, para todos esses, o que sobrou foi uma fatia que nem sequer atingiu os 5%, como apontou a pesquisa da Oxfam, tema central destas notícias todas.